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Mywell
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Solução?

em Ter Fev 25, 2014 9:36 pm
"Teoricamente eu votei em todos os pleitos, porém não votando em candidato algum."

Pois é, Coiotte, mas isso é solução, ou no mínimo ajuda a resolver alguma coisa?

E mais uma pergunta, ainda com relação a Randolfe Rodrigues: como é que fica aquela história de "ficha limpa"? Estes candidatos acusados de corrupção podem continuar candidatos? Sim, porque se o que está faltando for uma ação jurídica, acho que isso não é muito difícil, com a utilização dos recibos assinados pelo próprio Randolfe. E o que não falta é quem a inicie, se não os seus concorrentes ao mesmo cargo, a própria OAB.

Será que esta denúncia não é falsa? Está tudo muito quieto, estou achando isso um pouco estranho. Vamos ver mais perto da eleição, se alguém faz mais barulho.
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Coiotte
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Ter Fev 25, 2014 11:13 pm
.


Optei por não votar em candidatos do PT e nem do PSDB.

Coiotte


Última edição por Coiotte em Qua Abr 02, 2014 1:11 pm, editado 1 vez(es)
umamart
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qua Fev 26, 2014 9:42 am
"Ah, sim, Lula não fez nada e a economia sofreu uma reviravolta em coisa de pouco mais de um ano."

Não houve reviravolta, Mywell, houve evolução. Os indicadores que você cita são indicadores da saúde econômica. Se o Selic estava alto no governo FHC era pra conter a inflação e manter a moeda forte, porque essa era uma das principais batalhas travadas na época. Antes de FHC a inflação chegava a mais de absurdos 700% ao ano!! Que país sobrevive numa situação caótica dessas? O FHC estabilizou a moeda e a Selic pôde ser continuamente reduzida mês a mês, não foi mágica nenhuma do Lula. Só que agora está subindo de novo, não é?

Se deu pra quitar a dívida do FMI, foi porque houve estabilização e crescimento da economia, fruto das medidas austeras do governo FHC. Taxa cambial? Antes de FHC isso nem fazia muito sentido! Um dólar valia alguns milhões de cruzeiros! E a moeda desvalorizava diariamente, ou várias vezes por dia.

Agora, gostaria de saber, se o Lula fez alguma coisa, qual foi a mágica? Você pode apresentar um monte de resultados que ocorreram durante o governo Lula, mas pode mostrar quais foram os fatos geradores dos resultados? Alguém pode mencionar alguma medida econômica realmente efetiva do governo Lula? Além de sentar e admirar o país crescer enquanto tomava uma caipirinha na beira do campinho de futebol, o que mais ele fez? O Lula teve tempo de sobra pra mandar pagar o mensalão, enriquecer absurdamente de tal forma que nem podemos imaginar e... o que será que aconteceu mesmo com o prefeito Celso Daniel?

Esses sites que você menciona, Mywell, que você diz apresentarem fatos, na verdade não passam de conjecturas, análises tendenciosas e conclusões pra lá de questionáveis. São armas políticas escritas por oposiconistas e legionários de esquerda, e não fontes imparciais. Se quiser realmente se informar, procure fontes apartidárias e imparciais. Procure jornalismo profissional e não publicidade política.


adepadua
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Dormindo em berço esplêndido

em Qua Fev 26, 2014 9:51 am
E o pior que tem muito brasileiro que acha que isso é pouco e continua votando nessa corja. ACORDA BRASIL ....  

Mywell
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Umamart, a Guerra Fria acabou.

em Qua Fev 26, 2014 1:35 pm
"Esses sites que você menciona, Mywell, que você diz apresentarem fatos, na verdade não passam de conjecturas, análises tendenciosas e conclusões pra lá de questionáveis. São armas políticas escritas por oposiconistas e legionários de esquerda, e não fontes imparciais."

Umamart, por favor pare com esta burrice de dividir o mundo em "direita" e "esquerda", a Guerra Fria acabou e você ainda neurotiza este tempo. Eu não sou nada disso, sou só um patriota, e não sou defensor do Lula, não. Apenas denuncio que FHC foi infinitamente pior, mas está mais do que claro que temos que almejar alguma coisa muito melhor do que Lula e o PT. Eu sou o que? De "esquerda"? Pois é, por exemplo, votei várias vezes em Paulo Maluf, que suponho ser de "direita" e nunca me arrependi muito disso. Não era exatamente o que eu queria, mas naquele momento era a opção menos pior. Tivéssemos elegido Maluf em lugar de Tancredo no Colégio Eleitoral teríamos tido MUITO mais presidente do que foi Sarney.

Está mais que claro que você não leu nenhum dos meus links. Um deles é da Wikipédia, cuja única proposta e  responsabilidade é descrever fatos. Quem tem a cabeça lavada é você, meu amigo, com enganos e mentiras. E ainda há quem o elogie. É incrível.

Se você digitar "descaminhos do setor elétrico" no Google você vai encontrar por exemplo este conteúdo em http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=631 (LEIA POR FAVOR):


1. Começamos a escrever este texto. O computador está ligado, a luz acesa, o ventilador de teto ajuda a diminuir o calor. Estamos consumindo energia. Aqui, no Rio de Janeiro, ela é entregue em nossa casa pela Light, uma distribuidora que foi privatizada há cerca de seis anos. A Light precisa comprar energia de uma geradora. Na última vez em que negociou no mercado de geração, encontrou a oferta de Furnas, uma empresa estatal que opera usinas hidrelétricas; Furnas se propôs a entregar energia à Light pelo preço de R$ 50,00 o megawatt-hora (MWh). Encontrou também a oferta da Norte Fluminense, uma empresa privada que opera uma usina termelétrica; para entregar o mesmo megawatt-hora, a Norte Fluminense cobrou R$ 150,00.

A Light optou por comprar energia da Norte Fluminense. Primeiro motivo: para ela, essa opção é indiferente, pois as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permitem que as distribuidoras repassem aos consumidores 100% do preço que pagam às geradoras. Segundo motivo: a Norte Fluminense é do grupo Light. Assim, nós, consumidores, somos forçados a comprar a energia mais cara.

2. Fique calmo, estimado leitor. Você está apenas na porta do hospício. Pois, se neste instante formos visitar a usina termelétrica contratada pela Light, ela estará desligada, entregue às atenções de um sonolento grupo de vigias, entretidos talvez num jogo de damas. A eletricidade que estamos consumindo está sendo colocada na rede por Furnas, por ordem do Operador Nacional do Sistema (ONS), que coordena a operação física do sistema. O ONS tomou essa decisão porque viu que a eletricidade de Furnas é muito mais barata. Furnas, porém, não foi contratada pela Light, de modo que sua energia está sendo remunerada pelo preço do mercado livre, o qual está excepcionalmente baixo – apenas R$ 18,00 –, pois há sobra de energia no país.

Quando minha conta de luz chegar, eu pagarei à Light um valor que tem como base aqueles R$ 150,00 que ela contratou da Norte Fluminense, ou seja, de si mesma. A Norte Fluminense, que permaneceu desligada, repassará R$ 18,00 a Furnas, que produziu a energia. A diferença será inteiramente embolsada pelo grupo Light. Além de distribuidor, como se vê, ele é gigolô de energia. Com todo o respeito.

3. Os nomes e números citados acima são reais. A mesma situação repete-se país afora. É assim que funciona hoje o sistema elétrico brasileiro, que já foi referência mundial de segurança e racionalidade. Para conseguirmos entender como chegamos a isso, teremos de ver, muito sucintamente, a história desse sistema, o desastre da privatização feita por Fernando Henrique Cardoso, a situação encontrada pelo governo Lula e as decisões deste governo. É o nosso tema do mês. Preparem o estômago.

4. Quase 90% da capacidade de geração elétrica instalada no Brasil e 99% da energia elétrica consumida se baseiam em duas coisas gratuitas: a água das chuvas e a força da gravidade. Somos um país tropical de grande extensão, com rios caudalosos, com bacias hidrográficas distantes entre si, localizadas em regiões que têm diferentes regimes de chuvas. Por serem rios de planalto, de modo geral sua declividade é suave. Quando barrados, formam grandes lagos. São energia potencial. É só fazer a água cair, passando por uma turbina, que geramos a eletricidade mais barata do mundo, de fonte renovável e não poluente, com recursos e técnicas totalmente brasileiros. Se as barragens forem construídas em seqüência, ao longo do curso de um rio, a mesma gota de água é usada inúmeras vezes antes de se perder no oceano.

Os místicos diriam que tudo isso é uma bênção; os técnicos, que é uma enorme vantagem comparativa. Ambos têm razão. A vida útil de uma usina hidrelétrica é ilimitada. A obra de construção civil, em princípio, é eterna como as pirâmides do Egito, e os equipamentos precisam ser substituídos a cada período de mais ou menos setenta anos de uso. O "combustível", como vimos, é gratuito. O custo operacional, portanto, é baixíssimo. Como a quantidade de chuvas varia em cada ano e como no curto prazo o regime de chuvas está sujeito a oscilações imprevistas, fazemos reservatórios. O sistema brasileiro acumula água suficiente para cinco anos de operação, chova ou não chova. Nenhum país do mundo tem tanta energia estocada. Graças a ela, nosso sistema energético sempre funcionou pensando muito na frente. Quando era quase todo estatal, começava-se a construir uma nova usina quando a margem de risco atingia 5% no quinto ano, contado a partir do presente.

5. As chuvas também variam de região para região. Para aproveitar essa variedade, o sistema foi interligado por mais de 4 mil quilômetros de linhas de transmissão, do Rio Grande do Sul ao Maranhão. Um operador central tornou-se capaz de racionalizar o uso da água – e regularizar o curso dos rios – em praticamente todo o país. Os reservatórios situados em diferentes bacias hidrográficas, que não têm nenhuma ligação física entre si, passaram a funcionar como se fossem vasos comunicantes. Se chove pouco na bacia do São Francisco e muito na bacia do Paraná, por exemplo, a usina de Paulo Afonso é orientada a colocar pouca energia na rede, de modo a economizar sua água que se tornou preciosa, e a usina de Itaipu faz a compensação. Ao colocar mais potência na rede, Itaipu cede água do rio Paraná, indiretamente, para o rio São Francisco. Nos lares, escritórios e fábricas, ninguém percebe o inteligente rearranjo que permite otimizar o fornecimento de energia e a distribuição da água no território nacional em cada momento.

6. No Brasil, como se vê, as linhas de transmissão integram o sistema de produção de energia. Não são simplesmente acopladas a ele para fazer a eletricidade escoar até o consumidor. Ligando quase todo o território nacional, elas ajudam a fazer com que a capacidade de geração hidrelétrica brasileira, vista como um todo, seja 25% superior à soma da capacidade das usinas, vistas isoladamente.

Para produzir tamanha sinergia necessita-se, é claro, de uma operação coordenada do sistema. Coordenada, primeiro, em cada bacia, pois a decisão de produzir ou economizar energia (ou seja, verter ou represar água), tomada por uma usina situada a montante, define as condições de operação das usinas situadas a jusante. Tal necessidade de coordenação envolve também bacias diferentes, como vimos no exemplo de Itaipu e Paulo Afonso. Mais ainda: a coordenação é necessária não apenas à operação do sistema que já existe, mas também às decisões de investimento para sua expansão, pois a economicidade de uma usina nova depende de suas possibilidades de integração ao conjunto da rede. Tomemos o exemplo de Belomonte, no rio Xingu. Na estação chuvosa essa usina pode produzir 11 mil MWh; na estação seca, 1 mil MWh. Para avaliar se ela será econômica é necessário conhecer suas possibilidades de interação com as usinas da bacia do rio Paraná, que têm outro regime de chuvas.

7. A correta operação do sistema exige, pois, uma visão de conjunto no espaço e um largo horizonte de tempo (uma hidrelétrica leva, em geral, de cinco a sete anos para ser construída). A idéia de operar cada usina isoladamente ou de decidir isoladamente pela realização de um investimento novo não tem sentido no sistema elétrico do Brasil. Esta é uma especificidade nossa. Na maior parte do mundo a natureza não foi tão generosa, de modo que a produção de eletricidade baseia-se principalmente em usinas térmicas que usam carvão, gás ou petróleo. Elas, sim, funcionam isoladamente, sem sinergia. E são muito mais caras. Não acumulam combustível gratuito, pois têm de comprá-lo todos os dias no mercado; gastam muito em manutenção; precisam ser completamente reconstruídas a cada período de 25 anos; poluem o ambiente e emitem gases-estufa. Usinas nucleares têm algumas limitações semelhantes, são perigosas e produzem rejeitos radioativos. (Por precaução, o sistema tradicional brasileiro também contava com usinas térmicas de reserva, para serem usadas em situações excepcionais.)

8. Nós éramos felizes e sabíamos: desde sua implantação, nas décadas de 1950, 1960 e 1970, o sistema brasileiro tornou-se referência mundial. A oferta de energia segura e barata passou a ser uma conhecida vantagem do nosso país. O sistema poderia ser aperfeiçoado, é óbvio, como tudo na vida. Porém, nenhum, rigorosamente nenhum motivo de natureza técnica ou de racionalidade econômica exigiria alterar sua natureza.

Foi esse despautério que o governo de Fernando Henrique Cardoso resolveu fazer, sob orientação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. A existência de um setor energético nacional, estatal, planejado, eficiente, barato e de grande porte, em um país periférico, era uma afronta à modernidade neoliberal. A energia deveria ser tratada como uma mercadoria qualquer – o chuchu, por exemplo – e colocada sob controle do capital privado, o único que pode ser eficiente. De preferência estrangeiro, para que no ato da venda o país recebesse um punhado de dólares. Afinal, o Estado brasileiro estava endividado. Feitas as privatizações da siderurgia, da petroquímica, da Vale do Rio Doce, da Embraer, dos sistemas de telecomunicações e de transportes, entre outras, restavam os ativos do melhor sistema elétrico do mundo para abater uma diminuta fração dessa dívida. E, na medida em que abandonássemos a hidreletricidade, passando a priorizar usinas térmicas, criaríamos um bom mercado para as multinacionais do setor.

9. O sistema cooperativo e planejado, que funcionava muito bem, deveria pois dar lugar a um sistema concorrencial e mercantil. Tomada esta decisão, todos aqueles benefícios e vantagens do sistema brasileiro – o funcionamento em rede, a base hídrica, o horizonte de longo prazo, o papel ativo das linhas de transmissão, o fornecimento de energia barata – tornaram-se dificuldades a superar, pois não se ajustavam bem à lógica de operação do capital privado. Sendo impossível vender o sistema energético em bloco, ele precisava ser esquartejado, dilacerado, separado em pedaços, com se faz nos açougues com nacos de carne. Isso nos conduzia ao limiar da suprema imbecilidade: romper a sinergia do sistema e alterar sua base técnica para multiplicar as usinas térmicas (o Brasil só usou até hoje, no máximo, a metade do seu potencial hidrelétrico).

A história do sistema elétrico brasileiro nos últimos anos é a história da luta dos governos brasileiros contra as nossas vantagens comparativas e contra o conhecimento técnico que acumulamos. É a história de uma destruição, a destruição do Brasil. No caso de Fernando Henrique, foi uma luta em campo aberto, que será lembrada como um dos atos mais vis de traição nacional e que só arrefeceu quando seu governo conseguiu conduzir o país ao apagão de 2001. No caso de Lula, é uma marcha hesitante, ambígua, mas que poderá levar ao mesmo resultado.

10. Já contamos a história da reforma, e do subseqüente apagão, em outro artigo ("Foi loucura, mas houve método nela: gênese, dinâmica e sentido da crise energética brasileira", publicado na revista Caros Amigos). Aqui, vamos direto ao que se passou depois. A reforma acabou numa esquizofrenia. Depois de idas e vindas, a operação física do sistema continuou centralizada, uma herança do modelo anterior. Ela é feita pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), que determina quanta energia cada usina colocará na rede em cada momento e a que preço. O ONS não segue, nem respeita, nem sequer conhece os contratos feitos entre distribuidoras e geradoras. Ele toma decisões levando em conta, exclusivamente, a configuração física do sistema em cada momento. Uma empresa privada que compra ou constrói uma geradora não controla sua própria operação e não define quando e quanto vai produzir, nem mesmo se vai produzir. Ela é uma investidora em energia, e não uma operadora de usina. A usina serve apenas para que ela faça contratos, mas os contratos não a obrigam a gerar a energia contratada. (Por isso a Light pode contratar a Norte Fluminense, que permanece desligada, enquanto Furnas, mesmo descontratada, é obrigada pelo ONS a gerar.)

11. A reforma de Fernando Henrique nos prometia aumento de oferta: gerou racionamento. Prometia energia barata: entre 1995 e 2002, as tarifas subiram 182,6% para a energia residencial, 130,3% para a industrial, 130,1% para a comercial e 110,2% para a rural, enquanto a inflação acumulada no período foi de 58,68%. Prometia dinheiro estrangeiro: foi o BNDES que financiou a maior parte dos investimentos privados (ver, sobre isso, "O caso AES", em apêndice a este texto). Prometia transferência de tecnologia num setor em que a tecnologia de ponta era a nossa. Prometia dólares para o Brasil, quando se sabe que geração e distribuição de energia são pagos em reais, de modo que a remessa de lucros das empresas estrangeiras vindas para esse setor passou a sangrar permanentemente as reservas brasileiras de divisas.

12. Tudo resultou, é claro, numa completa desordem física, legal e institucional. Depois de privatizar todas as distribuidoras rentáveis e parte do sistema de geração, a reforma teve de ser interrompida com o apagão de 2001. Estabelecida a emergência, o consumo foi duramente reprimido, com grandes prejuízos para os consumidores e a economia nacional, enquanto mundos e fundos eram oferecidos para o capital privado investir com urgência. Este capital interessa-se muito mais por usinas térmicas do que por hidrelétricas, pois naquelas o investimento e o prazo de conclusão das obras são muito menores. A amortização é mais rápida. (É verdade que a energia gerada é muito mais cara, mas isso é um problema do consumidor.)

Fernando Henrique enfrentou, porém, um problema: se, passada a emergência, o mercado brasileiro seria atendido, como sempre fora, pelo sistema hidrelétrico, como abrir espaços para as térmicas desejadas pelo capital privado? A solução encontrada foi ordenar que, a partir de 2003, as geradoras estatais fossem obrigadas a descontratar anualmente 25% de sua energia, que passaria a ser oferecida no mercado livre. Essa regra entrou em vigor já no governo Lula, que a respeitou. (Fica claro, também aqui, que quando os governos brasileiros dizem que respeitarão contratos, referem-se apenas aos contratos que interessam ao capital privado; as estatais de energia foram obrigadas a abrir mão de contratos que lhes garantiam mercado. Furnas, por exemplo, que é capaz de gerar 7.756 MW de energia barata, tem neste momento 3.700 MW descontratados por imposição do governo. O consumidor sai perdendo, pois essa energia barata é substituída nos contratos pela mais cara, embora, como vimos, continue a ser gerada e distribuída pelos preços do mercado livre.)

13. Quando Lula assumiu, em 2003, encontrou o cenário de 2001 invertido: excesso de energia ofertada (pois a chuvas regularizaram a oferta hidrelétrica e várias térmicas começaram a operar) e brutal contração da demanda (pois o consumo nunca retornou aos níveis anteriores e a economia entrou em recessão). Tal contração, da ordem de 25%, é uma anomalia, pois em situação normal, em um país com o nível de desenvolvimento do Brasil, o consumo de energia cresce sempre mais do que o PIB. Mas, graças a ela, parece estar afastada a possibilidade de novo racionamento até, pelo menos, 2007. Com energia sobrando, as térmicas tendem a permanecer desligadas, mas continuam muito lucrativas. Liquidam seus contratos comprando energia das hidrelétricas estatais, a preço vil.

14. O novo governo tinha nessa área um dos seus pontos fortes. A competência do grupo de energia do PT sempre foi reconhecida. Antes das eleições de 2002, ainda trabalhando no âmbito do Instituto da Cidadania, o grupo reafirmou antigos compromissos: recuperar a visão de conjunto, típica de um sistema cooperativo, tratar a energia como serviço público, valorizar a dimensão do planejamento, priorizar a menor tarifa, fortalecer a Eletrobras, e assim por diante. A posição que Fernando Henrique já havia tomado, de interromper o processo de privatização do setor, foi confirmada com mais ênfase e mais clareza pelo novo governo. Ele resolveu, no entanto, não questionar as privatizações já realizadas e respeitar escrupulosamente todos os contratos com o capital privado, mesmo os leoninos. A expectativa era de que este capital cobrisse entre 50% e 60% dos investimentos previstos para os anos seguintes. Além disso, o governo tratou de reconstruir uma arquitetura legal e institucional para o setor, no contexto de um modelo misto, que recentemente começou a ganhar forma final, com a Medida Provisória n. 144, em via de tramitação no Congresso.

A posição cautelosa da equipe de transição justificava-se pelos seguintes argumentos: (a) a capacidade de financiamento, por parte do Estado, estava debilitada, não sendo pois de todo ruim que se contasse com um aporte de recursos do setor privado; (b) seria uma temeridade questionar os contratos assinados durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, que envolviam muitos bilhões de dólares, pois isso daria lugar a contenciosos jurídicos que se estenderiam por muito tempo, paralisando os investimentos; (c) o modelo estatal anterior também padecia de falhas, concentrando poder excessivo em mãos da burocracia estatal e das grandes empreiteiras.

15. Tendo como ponto de partida o modelo formulado pelo Instituto da Cidadania, o governo Lula passou um ano negociando com representantes de empresas privadas. Fez muitas concessões. A proposta que consta da MP 144 estabelece as bases de uma legislação de caráter híbrido, ultracomplexa, pouco compreendida e ainda dependente de muita regulamentação posterior (quanto mais híbrido o modelo, mais complexo ele tende a ser). Técnicos com larga experiência na gestão estatal estão confusos, e o setor privado também reclama, dizendo que o "risco regulatório" continua a ser muito grande. Ninguém se sente plenamente atendido. Os chamados "custos de transação", no novo modelo, são muito altos, com a multiplicação de órgãos e instâncias. As equações são complicadíssimas. Cada afirmação feita na nova lei parece ser negada em seguida, seja por outras afirmações, seja por regras excepcionais, inseridas ad hoc. É provável que juristas e advogados tenham muito trabalho.

O que se pode entender é que o planejamento da expansão do setor elétrico ficará sob a responsabilidade de um novo órgão federal. Os novos empreendimentos, definidos por este órgão, serão oferecidos, em princípio ao setor privado, em licitações nas quais prevalecerá o critério das menores tarifas. Um agente de comercialização vai gerenciar os contratos, que deixarão de ser individuais e passarão a ser de todas as geradoras com todas as distribuidoras. A Eletrobras continuará a ser tratada como uma empresa a mais, entre as outras, como se fosse privada. A chamada "energia velha" – ou seja, a energia barata, produzida por hidrelétricas já amortizadas, que continuam estatais – será usada para rebaixar as tarifas médias do sistema. E o setor privado permanecerá sendo considerado o principal investidor (o que parece ser uma temeridade, pois ninguém pode garantir que ele resolva mesmo investir, num contexto em que são muito altos os riscos macroeconômicos, inclusive o cambial, e os custos de oportunidade).

16. Entre os técnicos, parece haver consenso de que estamos longe de uma solução para a crise a que o setor foi levado pela irresponsabilidade do governo de Fernando Henrique. Há problemas de vários tipos. Como vimos, hoje sobra energia, mas isso é uma realidade passageira. Já preocupa o fato de que os investimentos – especialmente os do setor privado – estão paralisados. A Eletrobras investiu R$ 3,0 bilhões em 2003, quantia muito insuficiente, e (contando com Itaipu) recolheu cerca de R$ 4,5 bilhões ao Tesouro para engordar o superávit primário. Poderia, pois, investir pelo menos o dobro.

O papel da Eletrobras está, no mínimo, confuso. Conforme a visão original do grupo de energia, ela deveria ser uma espécie de "Petrobras da eletricidade", ou seja, uma empresa forte, nacional e estatal, comprometida com o futuro do país, não monopolista, capaz de liderar o setor, estabelecendo parcerias nas situações adequadas. As empresas da holding têm capacidade técnica e financeira, enorme patrimônio e endividamento quase zero. Poderiam alavancar muita coisa. Mas, não é isso o que está ocorrendo. A Eletrobras está enfraquecida, tolhida, sangrada em recursos pelo superávit primário, tratada como se fosse um problema, cheia de micos pretos na mão e proibida de liderar parcerias. Quando pensa em se soltar, é vista com desconfiança.

O problema é grave porque, como vimos, investimentos em energia demandam muito tempo. Para afastar o risco de novos apagões depois de 2007 é necessário que as obras se iniciem sem demora. Elas deveriam estar em pleno curso, pelo menos, em 2005. Há investimentos feitos pela Petrobras (em térmicas a gás) e algumas hidrelétricas estão sendo construídas, para uso próprio, por consumidores eletrointensivos. É pouco. O setor privado continua sem corresponder às expectativas que o governo Lula deposita nele.

17. Mas a principal crítica que se pode fazer às ambigüidades do governo no setor de energia é de caráter estratégico. Para discuti-la, usaremos livremente as idéias de Leslie Afrânio Terry, um dos mais brilhantes técnicos do setor. Leslie enviou para um de nós [César Benjamin] um conjunto de notas, reunidas sob o título "Desenvolvimento econômico e energia velha no Brasil". Sua morte súbita e inesperada impediu que debatêssemos essas idéias com ele, como era a intenção, e tampouco sabemos se foram publicadas em algum lugar. Relidas agora, as notas parecem proféticas.

Como diz o título, Leslie explora as potencialidades futuras abertas pelo aumento da oferta da chamada "energia velha", que por definição é exclusivamente de origem hidrelétrica. "A produção das usinas hidráulicas já amortizadas", escreveu, "vem sendo designada como ‘energia velha’. Sua existência reduz custos de produção (e tarifas) e representa importante vantagem comparativa da sociedade brasileira. (...) A ‘energia velha’ deve ter sido responsável, nesta virada de século, por uma redução de quase 30% no custo de produção da energia elétrica no Brasil, relativamente ao custo marginal de longo prazo. Este percentual só tenderá a aumentar, na medida em que o crescimento da demanda for se saturando, como decorrência dos estágios superiores de desenvolvimento atingidos. Isso só vale, naturalmente, se o Brasil persistir na opção hidrelétrica. (...) Extrapolando-se o raciocínio ao limite, pode-se vislumbrar, no futuro, o fornecimento exclusivo de ‘energia velha’ à sociedade brasileira, reduzindo-se então o custo da eletricidade quase que apenas aos custos de transmissão e distribuição."

18. Leslie trabalha em seguida com dados relativos à superfície, demografia, produto nacional bruto, densidade territorial de produção e consumo de energia elétrica, sempre comparando a situação brasileira com a de um grupo de onze países europeus. Admite hipóteses consagradas na literatura especializada, para então verificar o que aconteceria se, em 2050, o Brasil atingisse um padrão de desenvolvimento semelhante ao que os países europeus têm hoje (renda per capita de cerca de US$ 25 mil). A taxa de expansão do consumo de energia segue sendo superior ao crescimento do PIB por um período, mas, como sempre acontece, essa relação começa a se inverter entre 2010 e 2015, quando a economia brasileira atinge novos patamares de desenvolvimento, menos intensivos em energia. É uma hipótese perfeitamente plausível, que corresponde à experiência histórica.

Ele verifica então que o consumo per capita de energia elétrica no Brasil, em 2050, se estabilizaria num nível três vezes superior ao atual, demandando uma oferta total que corresponde aproximadamente ao potencial hidrelétrico brasileiro, tal como estimado no Plano 2015 da Eletrobras. A intensidade de energia elétrica na formação do PNB brasileiro seria quase duas vezes e meia menor que a atual. Com bases nesses parâmetros, calcula a evolução, no tempo, do custo médio de produção de energia elétrica, que vai se reduzindo pelo aumento da ‘energia velha’ disponível. Eis a sua conclusão: "Com as hipóteses feitas, ao atingir em 2050 a população e um nível de desenvolvimento semelhantes ao dos onze países europeus nos dias de hoje, a sociedade brasileira disporia de energia elétrica produzida com custos equivalentes a 20% do seu valor normal. Em mais dez ou quinze anos, os custos atingiriam níveis meramente simbólicos. (...) Para dispor permanentemente de energia elétrica quase gratuita [na quantidade necessária e por tempo indefinido], o Brasil precisará utilizar cerca de 2,1% do seu território na formação de represas e lagos, sendo 70% dessa área localizada na Amazônia. É uma área equivalente à que se costuma desflorestar na Amazônia em apenas uma década, em nome de projetos agropecuários de valor discutível, ou mesmo sem propósito nenhum."

19. Quem financiaria isso? O próprio setor elétrico, responde Leslie. Calculando receitas e despesas do setor – incluindo, no cálculo, o ressarcimento de depreciação contábil anual de 1/30 do capital investido, remuneração anual de 12% ao ano ao capital remanescente, 25% de imposto de renda e 9% de contribuições sociais – ele diz que "o setor teria plena capacidade de autofinanciamento ao longo de todo o tempo, transferindo sempre ao consumidor toda a vantagem da ‘energia velha’". "A participação significativa e sempre crescente da ‘energia velha’ [desde que preservada a opção preferencial pela hidreletricidade, o que implica um modelo com predominância do Estado] parece não ter tido ainda a sua importância devidamente apreciada. (...) A competição em mercado irá elevar o valor de comercialização de toda a produção, incluída aí toda a ‘energia velha’ ao valor, bem mais elevado, do custo marginal de produção. (...) Não parece haver qualquer razão para subtrair à sociedade brasileira tão importante vantagem comparativa e permitir sua pura e simples apropriação pelos produtores, sem qualquer contrapartida. Em se desejando proporcionar a vantagem de baixos preços de energia elétrica à sociedade brasileira, será necessário garantir que os benefícios da ‘energia velha’ sejam repassados ao consumidor. Como os mecanismos normais de mercado não se mostram apropriados, isso precisará ser conseguido por meio de regulação."

20. Perdoem as longas citações. Além de constituir uma homenagem a Leslie Terry, elas mostram o extraordinário potencial brasileiro, em energia elétrica, no século XXI. Se fizer as opções corretas, o Brasil poderá ter energia quase gratuita, de forma segura e por tempo indefinido, a partir de meados do século, o que constituiria um extraordinário salto qualitativo em seu processo de desenvolvimento econômico e social. Não nos faltam, para isso, nem dotação natural de fatores, nem capacidade técnica, nem fontes de financiamento. Falta retomar um projeto nacional consistente e sustentá-lo no tempo. Eis aí o problema. Na questão energética, como em tantas outras, o governo Lula está acertando aqui e acolá no varejo, mas errando terrivelmente no atacado. O caminho que escolheu para o setor elétrico – um caminho híbrido e confuso, definido por injunções de curto prazo e completamente permeado pelos interesses privados – não configura uma estratégia de longo prazo no rumo acertado.

Projeto de Análise da Conjuntura Brasileira
Laboratório de Políticas Públicas da UERJ
Fundação Rosa Luxemburgo
Página na internet: www.outrobrasil.net
Economia e política econômica
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Descaminhos do setor elétrico (continuação).

em Qua Fev 26, 2014 1:49 pm
Revista Brasileira de Energia
Vol. 6 | N o 1
Descaminhos da Política Energética
Joaquim Francisco de Carvalho *
Resumo
Energia é um fator indispensável para toda e qualquer atividade humana. Dela dependem os transportes, as comunicações, a produção industrial, a conservação dos alimentos, a iluminação das residências e dos logradouros públicos o funcionamento dos hospitais, das instituições de ensino, dos laboratórios, etc. O planejamento energético deveria pois ocupar posição destacada, na formulação da política de desenvolvimento econômico e social. Mas não é isso que acontece no Brasil.

spoile:
Neste artigo são apontados alguns desvios da atual política energética, que, senão forem corrigidos a tempo, poderão acarretar, para todo o país, gravíssimas conseqüências de caráter econômico, social e ambiental, já na entrada do século XXI. O trabalho se baseia numa exposição feita para os estudantes de mestrado do IEE/USP, em 27/06/96; posteriormente atualizada e reapresentada no III Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, em 17/10/96: e num colóquio do Departamento de Física da PUC Rio, em 07/11/96.

Introdução
No mundo moderno, energia é praticamente sinônimo de produção, conforto, informação e autodeterminação. Energia é vida. Por isso, o setor energético deveria ocupar um lugar de destaque na formulação da política de desenvolvimento. No Brasil, a questão energética foi colocada no programa do atual governo (I), com as seguintes
propostas: Vincular o planejamento do setor energético às prioridades governamentais de desenvolvimento econômico e social. Revitalizar os órgãos do poder concedente e transferir aos estados algumas tarefas de regulamentação e fiscalização dos serviços. Incentivar a participação privada em novos investimentos. Desenvolver
um planejamento estratégico que considere o conjunto das fontes energéticas, para atendimento a necessidades futuras. Promover a utilização racional dos recursos hídricos, considerando aspectos sociais, econômicos e ambientais, de forma integrada.

O governo não tem sido coerente com estas propostas. Para analisar a questão, é importante conhecer um pouco da história do setorenergético.0 conhecimento histórico, por si, não é suficiente para apontar os melhores rumos para o futuro; mas é importante para identificar descaminhos a serem evitados. Considerando que a política energética tem profunda influência sobretodos os demais setores, a análise que se segue será feita num cenário bem mais amplo que o setor energético isoladamente. Tal cenário terá como pano de fundo os seguintes aspectos:
· Estruturação e desenvolvimento tecnológico do setor energético;
· Equívocos de planejamento;
· Mercado;
· Meio ambiente e bem-estar da coletividade;
· Globalização da economia.

Como foi dito acima, para se analisar a questão, é importante que se conheça o processo histórico e os caminhos que levam o setor energético brasileiro à sua configuração atual. Comecemos pelo sistema elétrico. A Tabela 1 mostra sua evolução, a partir de 1900. Daquele ano, até 1960, os grupos estrangeiros e as empresas privadas nacionais que dominavam o setor, instalaram uma capacidade total de apenas 4.800 MW (na verdade, cerca de 3.500 MW, pois os empreendimentos estatais, em várias regiões, somavam 1.300 MW). Até aquela época, praticamente tudo era importado, desde projetos básicos, até equipamentos eletromecânicos e sistemas de instrumentação e controle. A partir de 1960, com a efetiva entrada do Estado no setor elétrico, a capacidade instalada expandiu-se rapidamente, atingindo 55.512 MW, em 1995. Esta evolução induziu o desenvolvimento da tecnologia nacional nos campos da engenharia de centrais hidroelétricas; das indústrias de material elétrico e componentes mecânicos; da pesquisa em eletrotécnica e eletrônica de instrumentação e controle, etc. Antes de 1960, como foi dito acima, o Brasil importava projetos, tecnologia e equipamentos, para centrais elétricas e linhas de transmissão. Hoje os exporta, não só para países da América Latina e África, mas até para países desenvolvidos. Nesses 36 anos, o sistema elétrico brasileiro, que se caracterizava pela reduzida confiabilidade (altas taxas de interrupção) e qualidade deficiente (irregularidade de tensão e oscilação de freqüência), alçou-se à categoria de um dos mais avançados do mundo.

Tabela 1 Sistema Elétrico Brasileiro
Capacidade Instalada (MW) Ano Total Hidráulica Térmica
1900 12 5 7
1910 160 138 22
1920 357 279 78
1930 779 630 149
1940 1.244 1.009 235
1950 1.882 1.535 347
1960 4.800 3.642 1.158
1970 10.459 8.720 1.739
1960 30.687 27.107 3.580
1960 48.987 44.223 4.764
1995 55.512 50.687 4.825
Fontes: Centro da Memória da Eletricidade, MME e SIESE.

Uma indiscutível constatação física desse avanço é a unificação ou integração de praticamente todo o sistema elétrico nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, sob comando centralizado de operação, com uma taxa de interrupção notavelmente reduzida, considerando-se a extensão e a complexidade do sistema. Não se conhece outro sistema integrado, das mesmas dimensões geográficas do brasileiro. Existem, é claro, sistemas justa postos, que interligam sistemas integrados de dimensões menores. Mas, nesses sistemas justapostos, os fornecimentos são unidirecionais, previamente programados e escalonados, em obediência a curvas de carga fixadas, por tempo limitado. Chegou-se ao atual estágio de desenvolvimento graças ao potencial de investimento do Estado e, principalmente, à sua capacidade de reinvestir lucros na transferência e adaptação de tecnologias provenientes de países industrializados; assim como na formação de engenheiros, técnicos e operários especializados. E, ainda, no desenvolvimento tecnológico autônomo, mediante o apoio a projetos desenvolvidos em instituições de pesquisas, como o IPT, a COPPE, o IEE, o CEPEL, etc.; além de diversos laboratórios e departamentos especializados, ligados a universidades estaduais ou, mesmo, a firmas de engenharia e empresas industriais. Com isso, consolidou-se no Brasil uma importante indústria de equipamentos eletromecânicos, criaram-se firmas de engenharia e formaram-se milhares de engenheiros e técnicos altamente qualificados, nas áreas de projeto, construção e operação de usinas geradoras e sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica. Tal conjunto de instituições de pesquisa, estabelecimentos industriais e firmas de engenharia, com suas equipes de engenheiros e pesquisadores, tem potencial para desenvolver tecnologia adaptada às condições brasileiras, desde que receba os devidos estímulos, e tenha, sob sua responsabilidade, projetos importantes e encomendas de serviços, equipamentos e obras, a serem realizadas no país. Esse inestimável cabedal tecnológico poderá se perder por falta de utilização; pois, se o setor for privatizado, a tendência dos novos controladores será a de contratar firmas de engenharia internacionais até para a execução de projetos e obras simples. Em outras palavras, não há na atual política energética nenhuma estratégia coerente, voltada para a preservação e desenvolvimento do patrimônio tecnológico acumulado.

O sistema elétrico brasileiro é muito peculiar, quanto às fontes primárias, como bem ilustra a tabela 1: dos 55.512 MW instalados atualmente, temos 50.687 MW hidroelétricos, ou seja, 91,3% do total. No tocante à energia gerada, em 1995 as hidroelétricas, em virtude de seu maior fator de utilização, geraram 96% do total (260.678 GWh). As termoelétricas geraram 4% (10.198 GWh), empregando os seguintes combustíveis: carvão mineral (3.559 GWh); óleo combustível(1.312GWh); diesel (2.808 GWh), e óxido de urânio (2.519 GWh). Como se vê, a eletricidade brasileira provém, quase toda, de potenciais hidráulicos; cujo aproveitamento é renovável, além de ser ambientalmente muito menos agressivo do que as alternativas disponíveis. Não há no mundo sistema elétrico de proporções comparáveis às do brasileiro, que goze de vantagem tão significativa.

Equívocos de Planejamento
Contrariando as concepções estratégicas mais elementares, o governo caminha ao sabor de pressões de lobistas, e não apresenta nenhuma estratégia para tirar partido das extraordinárias vantagens relativas, de que goza o setor energético. Assim, a grande prioridade da atual política energética parece ser o que alguns economistas do
próprio governo denominam "privatização selvagem" das empresas de eletricidade. A proposta governamental falava em "incentivar a participação do capital privado em novos investimentos"(1). Mas não existe uma estratégia coerente para isso. Na realidade ao sabor de pressões que nada têm a ver com os interesses brasileiros o governo está transferindo para grupos privados (eventualmente estrangeiros) o controle de projetos já construídos, com recursos provenientes da poupança pública. Até o presente, grande parte da receita operacional desses projetos é reinvestida na modernização e expansão do próprio sistema elétrico. As obras do sistema estão funcionando e
produzindo muito bem e já criaram os empregos que poderiam criar. Sua privatização não expandirá em nada o parque gerador brasileiro, nem criará novos empregos. Não há justificativa para tal dilapidação do patrimônio público, ainda mais porque, sendo estatal, o sistema não é concentrador de renda, e não remete lucros para o exterior. As concessionárias de energia elétrica, federais e estaduais, estão em dificuldades, sob a pressão de dívidas contraídas no passado, nem sempre de maneira sensata. A causa primeira dessas dificuldades foi a ingerência política nas administrações dessas empresas, promovendo empreguismo, incompetência, tráfico de influência de banqueiros, empreiteiros e fornecedores; enfim, má administração da coisa pública e corrupção generalizada. Mas é evidente que privatizar as empresas não é uma solução inteligente. São inaceitáveis as
explicações apresentadas pelo governo para fazê-lo. Segundo essas explicações "os investimentos privados são indispensáveis para o processo de desenvolvimento, geração de riquezas e criação de empregos, já que o Estado não dispõe de recursos para os investimentos necessários, nas empresas estatais".

Há aí várias incoerências. A mais evidente é que, se o objetivo fosse gerar riquezas incrementais e criar novos empregos, o caminho correto seria investir em projetos novos, que de fato ampliem a infraestrutura e a capacidade do parque industrial existente. Para isso, não adianta transferir, do Estado para grupos privados, a propriedade daquilo que já foi construído, criou os empregos que poderia criar e está funcionando e produzindo muito bem. As transferências de propriedade requerem apenas a passagem de títulos de um lado para outro, sem criação de novos empregos, nem acréscimo da produção já em curso. Outra incoerência é que, como vimos no início, o empresariado nunca se dispôs a investir em projetos de grande porte e largo prazo de retorno, como os do setor elétrico. No Brasil, só o Estado demonstrou capacidade para planejar, financiar e implantar tais projetos. Agora, não seria honesto transferir sua propriedade da sociedade para grupos privilegiados. Como a crise das empresas de eletricidade é apenas financeira, o problema poderia ser resolvido sem dilapidarse o patrimônio público, mediante um programa especial, em que o Tesouro adiantaria recursos, alongando 0 endividamento das empresas. Estas, para evitar os erros do passado, seriam submetidas a administrações transparentes, controladas pela sociedade. Tal programa seria mais justo e muito mais honesto do que o PROER, que foi criado para salvar bancos improdutivos. Por outro, lado se o objetivo das privatizações for o de reduzir a dívida interna, a incoerência é ainda maior, pois um recente estudo elaborado por economistas do próprio governo (BNDES) demonstra que a redução seria insignificante. Ainda pior: as privatizações concentrarão, nas mãos de grupos privilegiados, a gigantesca renda do setor elétrico, cujo potencial de faturamento é, atualmente, da ordem de 18 bilhões de reais, por ano. E se os grupos favorecidos forem estrangeiros, parte dessa renda será remetida ao exterior, descapitalizando ainda mais o Brasil. Os responsáveis pela política de privatizações deveriam saber que num sistema hidroelétrico como o brasileiro, além da interligação elétrica, há a interdependência hidráulica entre as usinas de uma mesma bacia hidrográfica. Por exemplo: a operação da usina de Barra Bonita, no Rio Tietê, afeta o
rendimento das demais usinas da mesma bacia (Bariri, Ibitinga, Nova Avanhandava e Promissão). Da mesma forma, a usina de Furnas, implantada no Rio Grande(MG), exerce influência sobre o rendimento de todas as usinas da Bacia do Paraná, até o Rio Iguaçú, onde está a usina de Itaipú. São sistemas que requerem estratégias de planejamento integrado e operação centralizada. Do contrário, não se pode otimizar o aproveitamento das vazões dos rios, desperdiçando-se água e aumentando-se o risco de cortes de energia nos períodos secos, por má administração dos níveis dos reservatórios. O mesmo vale, é claro, para as bacias do Amazonas, do Tocantins/Araguaia, do São Francisco, ou qualquer outra.

Outra grave falha dos planos governamentais é a falta de visão estratégica, no que toca a transferência parcial, para fabricantes de alumínio, de alguns dos mais interessantes aproveitamentos hidroelétricos ainda disponíveis. Segundo a ABAL, a produção brasileira de alumínio é, atualmente, da ordem de 1.195.000 toneladas por ano, das quais cerca de 26% (315.000 toneladas) são consumidas internamente e 74% (880.000 toneladas), são exportadas. Ora, a produção desse metal requer aproximadamente 15,68 MWh de eletricidade, por tonelada do produto. Como o governo oferece aos fabricantes de alumínio um subsídio de 20 dólares por MWh, segue-se
que, junto a cada tonelada exportada, repassamos 31.3 dólares, gratuitamente, para empresas de países como Estados Unidos, Canadá e Japão; de modo que, com as exportações totais, o Brasil perde cerca de 260 milhões de
dólares, por ano. O absurdo dessa política fica ainda mais evidente se a confrontarmos com a do Japão, que, há
alguns anos, produzia em média 1.100.000 toneladas de alumínio por ano, mas decidiu reduzir sua produção doméstica para apenas 41.000 toneladas por ano, descentralizando o restante para países como o Brasil. Seria desejável que, neste caso, procurássemos adaptar e, em parte, seguir o exemplo japonês; limitando a produção às necessidades do mercado interno, talvez com uma pequena margem de acréscimo, para exportações de interesse estratégico. A produção poderia ficar, digamos, em tomo de 400.000 toneladas por ano. Desse modo, seriam liberados cerca de 12.465 GW h de energia firme, por ano, para finalidades mais importantes para o nosso desenvolvimento. Em outras palavras, a utilização estratégica do parque gerador já instalado permitiria que se afastassem os riscos de racionamento, e daria tempo para reequilibrar-se a estrutura financeira do setor elétrico(2). A fragilidade estratégica do planejamento governamental fica bem visível no programa de aproveitamento hidroelétrico da Bacia do Tocantins Araguaia. Segundo o Plano 2.015 da Eletrobrás, a potência conjunta dos 62 aproveitamentos economicamente instaláveis na bacia (considerando-se um fator de capacidade de 0,5) seriada ordem de 25.570MW. Em vez de definir uma política de aproveitamento voltada para a maximização dos benefícios para a região e para o país, com um mínimo de impactos ambientais; o governo limitase a considerar quase exclusivamente aspectos relacionados à utilização, por grandes consumidores, da energia ali gerada, com especial atenção aos produtores de alumínio, cujo lobby é exercido através do GEN (Grupo de Empresas do Norte, constituído pela ALCOA, Billiton, Camargo Correia e CVRD, com associadas japonesas). No caso específico da hidroelétrica de Tucuruí, situada naquela bacia, é patente a falta de perspectiva estratégica de longo prazo. De fato, na primeira fase da usina, foram instalados 12 hidrogeradores de 330 MW, perfazendo uma potência de 3.960 MW, com um fator de capacidade de 0,5 (assegurado pela atual regularização da bacia). O plano decenal da Eletrobrás prevê a entrada em operação, no ano 2.003, de uma Segunda etapa, com 2.450 MW. Ora, a não ser Serra da Mesa, que firmará cerca de 300 MW em Tucuruí, não há na bacia nenhum outro aproveitamento a
montante desta, previsto para antes de 2.003. Portanto, com a expansão, o fator de capacidade da usina cairá para 0,35. Em outras palavras, por falta de planejamento estratégico, o governo concorda em reduzir a eficiência econômica de um importante investimento público, para atender à demanda de grandes consumidores de eletricidade que, além de acarretar em pesados impactos ambientais, pouco contribuirão para a criação de novos empregos na região.

Mas a incoerência do planejamento oficial não se limita à indústria do alumínio e outros eletrointensivos. Na verdade, o governo não atribui nenhuma importância ao que poderia ser uma política integrada para os setores industrial e energético. Com a política integrada, seria possível estabelecer-se um referencial, para atribuir prioridades aos diversos segmentos do setor industrial, em função de parâmetros importantes, como a criação de empregos e o valor da produção, por unidade de energia consumida. Seria também possível otimizarse
o perfil do consumo de energia, a fim de aproveitar ao máximo as vantagens relativas de que o país dispõe, no setor energético: abundantes fontes de energia renovável, clima favorável, mão de obra adequada, etc. Os obstáculos à adoção de uma política dessa natureza são, em parte, colocados pelo setor industrial, cujos investimentos são, quase todos, feitos sob pressão de lobbies; sem se levar em conta os verdadeiros requisitos do
desenvolvimento do país e, muito menos, os anseios da sociedade. Se o governo adotasse um rigoroso modelo participativo de planejamento energético integrado ao planejamento industrial, a sociedade brasileira poderia alcançar níveis de qualidade de vida iguais ou superiores aos pretendidos nos planos oficiais, com um consumo de energia consideravelmente menor.

No tocante aos combustíveis, a prospecção, exploração e refino de petróleo no Brasil só começou de fato, em escala significativa, com a criação da PETROBRÁS, cuja produção já cobre dois terços do consumo atual, que é de cerca de 1.270 mil barris/dia. A proposta do governo deveria visar ao fortalecimento da PETROBRÁS, quer no plano
tecnológico, quer no empresarial. Para isto a empresa deveria ser reestruturada, e dotada de mecanismos destinados a tornar sua administração mais transparente, eliminando-se a ineficiência e a corrupção administrativa, existentes em alguns setores. Os custos seriam então reduzidos e a competitividade, melhorada. No entanto, depois de privatizar grande parte da distribuição dos derivados, que é uma das atividades mais rentáveis, o governo pressiona o Congresso, para modificar o artigo 177 da constituição, expondo a PETROBRÁS a uma concorrência que será predatória, considerando-se o desequilíbrio de poder econômico e de influência política, entre uma estatal latinoamericana e os fortíssimos grupos que detêm o controle do petróleo no mundo. Os planos governamentais carecem de avaliações estratégicas até em projetos aparentemente simples, como o do gasoduto da Bolívia. Segundo a Associação dos Engenheiros da PETROBRÁS (AEPET), para viabilizarse, o gasoduto deveria transportar 18 milhões Nm 3 /dia, dependendo, para tanto, da instalação de usinas termoelétricas. a gás natural, pois o atual consumo das regiões Sul e Sudeste é de apenas 5,5 milhões Nm3/dia. Cabe entretanto lembrar que o segundo princípio da termodinâmica e as ineficiências mecânicas intrínsecas do sistema limitamem0,4 a eficiência prática das termoelétricas. Isto significa que 60% do combustível se perde na atmosfera, sob a forma de calor. Assim, o projeto ficaria muito mais econômico se as usinas fossem instaladas nas proximidades das reservas de gás. A eletricidade gerada seria, então, transportada por linhas de transmissão que, salvo pequenas interligações, já existem. Quanto aos suprimentos para utilização térmica direta (usos industriais e residenciais), o gasoduto também seria discutível porque, segundo a AEPET, a Petrobrás mantém fechados alguns poços na Bacia de Campos, perdendo, por falta de demanda, cerca de 2 milhões Nm 3 /dia. Mais inquietantes porém são as implicações estratégico comerciais do projeto pois, do lado boliviano, a firma norteamericana ENRON detém 85% do controle da empresa fornecedora do gás, e a estatal YPFB detém os restantes 15%. Do lado brasileiro, a PETROBRÁS está-se associando a grupos privados brasileiros e a empresas da Austrália, Grã Bretanha e Estados Unidos (inclusive a mesma ENRON), para implantar e explorar o projeto. Não é difícil prever que, nesse esquema, será avassalador o poder de pressão da ENRON, para impor condições que lhe sejam favoráveis. Os estabelecimentosindustriais que tiverem investido na conversão de instalações para o uso do gás natural ficarão, portanto, à mercê de imprevisíveis reajustes tarifários.

Quanto ao álcool etílico, cabe lembrar que, já nas primeiras décadas do século, foram feitas tentativas de o empregar, para fins automotivos e industriais. Destacamse, por exemplo, a iniciativa da Sociedade Nacional da Agricultura, com a organização de uma "Exposição de Aparelhos de Álcool"; e as experiências feitas na década de 20, voltadas para a utilização de misturas álcool/gasolina, em motores de automóveis. Mas o uso do álcool em. larga escala devese ao Estado que, para isso, criou o Proálcool e financiou a parte mais pesada das pesquisas, seja na área agrícola, seja nas atividades de produção de álcool, seja ainda no desenvolvimento de materiais adequados para motores a álcool. O grande problema dos programas de combustíveis renováveis é sua estrutura financeira. No setor alcooleiro, por exemplo, os empresários dependem do governo (ou da PETROBRÁS) para tudo. Eos bancos privados não contribuem em nada para a criação de um modelo financeiro viável para as atividades de produção, transporte e distribuição de álcool, independente do governo e da PETROBRÁS. Ao contrário, o que se vê é o setor produtivo definhar sob o peso do sistema financeiro. Para este, é muito mais atraente financiar a rolagem da dívida pública, a juros astronômicos (e sem correr nenhum risco), do que apoiar investimentos produtivos, industriais ou agrícolas, pois estes envolvem riscos, como toda atividade empresarial legítima. E, ademais, só podem viabilizarse com juros bem menores do que os que o governo paga. Em outras palavras, os bancos brasileiros são meros multiplicadores de ativos financeiros estéreis, que em nada contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país. Os bancos oficiais (BNDES, Banco do Brasil e bancos estaduais), por sua vez, com base em critérios nem sempre transparentes, dissipam recursos em projetos tecnicamente mal definidos, particularmente no tocante à parte agrícola e à logística de transporte e distribuição do combustível produzido, elevando desnecessariamente os custos. Se nada for feito para corrigir estas graves distorções, o programa de combustíveis renováveis nunca se transformará em realidade. Entretanto, em suas diretrizes de política energética, o governo não propõe nenhuma solução realista para o problema.

Não se deve esquecer, por outro lado, a importância local e regional dos combustíveis renováveis que podem ser obtidos a partir resíduos da indústria madeireira. Esses combustíveis (pellets e cavacos de madeira, carvão vegetal, serragem, etc.) podem ser utilizados numa grande variedade de pequenas indústrias como, por exemplo, cerâmicas, pequenas fundições, indústrias agroalimentares, etc. Sua produção é altamente absorvedora de mão de obra e não agride o meioambiente, já que provém de florestas industriais, plantadas em áreas especialmente indicadas, em função de estudos de zoneamento econômicoecológicoflorestal. E sua combustão, tal como a do álcool, não altera o balanço de gás carbônico na atmosfera.

Igualmente importantes, sob os pontos de vista energético e ambiental, poderiam ser os combustíveis obtidos a partir de resíduos urbanos e industriais. Existem iniciativas isoladas, por parte de algumas prefeituras de cidades de médio porte ou, mesmo, de uma cidade grande, como Curitiba. Mas os planos oficiais tratam estas questões de maneira superficial, sem formular nenhuma estratégia específica para a implantação de programas regionais voltados para a efetiva produção e aproveitamento desses combustíveis.

Outra deficiência dos planos governamentais é a timidez dos programas de conservação de energia. A importância do tema foi ressaltada em relatório feito em 1979, para a Harvard Business School, pelos professores Stobaugh e Yergin. Segundo eles, se os Estados Unidos investissem seriamente em conservação, poderiam consumir até 40% menos energia do que gastam atualmente e, ainda assim, desfrutar do mesmo ou de um padrão de vida até superior. E tudo com base em tecnologias já existentes, cuja aplicação dependeria apenas de alguns ajustes (3).
Mercado como Agente Regulador

Estudando os caminhos que se abrem ao capitalismo no futuro próximo, o professor Robert Heilbroner observa: "Por duas razões o comportamento orientado pelo mercado não pode ser a força geradora da ordem, em sociedades desvinculadas de determinismo econômico. A primeira é que as sociedades impulsionadas pela necessidade de se acumular capital e sujeitas a pressões de mercado sofrem severas deformações, inclusive a alienação de consciência, a distorção do caráter individual e o viés socialmente prejudicial, que favorece valores individuais, em prejuízo de valores coletivos. A segunda razão é que a subordinação a diretrizes impessoais rebaixa o próprio desenvolvimento, retirandolhe o conteúdo moral"(4). De fato, mesmo nos países desenvolvidos, as forças de mercado não se têm mostrado capazes de lidar com problemas como os da pobreza, violência, degradação do meio ambiente, etc., Isto acontece porque a lógica do mercado está em concentrar nas mãos de certas elites, uma crescente massa de recursos, na expectativa(estimulada por intelectuais subservientes ao poder) de que prevaleçam os ideais éticos de Max Weber; de sorte que parte dos recursos acumulados seria
reinvestida em atividades produtivas e distributivas. Ocorre que o mercado é um espaço de competição por lucros. no qual os princípios éticos ficam em segundo plano. E as elites, detentoras dos recursos acumulados, não têm nenhuma sensibilidade em relação a problemas de interesse coletivo, sobretudo senão descortinarem ganhos de. curto prazo em sua solução. São elites essencialmente aéticas. Isto é ainda mais visível em países como o Brasil, onde o mercado é especialmente falho. Na maioria dos setores da economia, não há competição. Na prática, o que se vê é a livre atuação de cartéis e oligopólios, sendo, os mais notórios os das indústrias cimenteira e farmacêutica, e os de alguns, setores de serviços, como os seguros, os planos de saúde, os hospitais, determinados serviços financeiros, etc. Até no setor do ensino particular, os cartéis prevalecem, sobre os precários mecanismos de controle do Estado. Nesse contexto, é muito difícil se falar em privatização do setor energético, sem pensar nos riscos, para toda a economia, de se desarticularem sistemas infraestruturais
básicos, que vêm desempenhando seu papel de maneira excelente. Isto seria um imperdoável equívoco estratégico. No caso da eletricidade, seria uma simplificação temerária lhe atribuir as características de uma commodity, e passar a tratar as concessionárias de energia elétrica como se fossem fornecedoras de mercadorias,
ou unidades de negócios. Por exemplo, não se pode permitir que tarifas muito elevadas transfiram, através do sistema elétrico, parte do capital produtivo dos setores industrial e comercial (e da renda das famílias), para setores intermediários não produtivos, que porventura venham a assumir o controle das concessionárias de energia elétrica. No estágio em que o Brasil se encontra, isso criaria sérios obstáculos ao desenvolvimento; além de contribuir para agravar ainda mais os conflitos distributivos, que atormentam a sociedade brasileira.

Cabe aqui uma reflexão sobre a diferença entre liberalismo e democracia, estabelecida por Norberto Bobbio com os conceitos de espaço público e espaço privado. No primeiro colocam-se, por exemplo, os serviços que, por natureza, são monopólios naturais, como a energia elétrica e o abastecimento de água. Aí estariam, também, sistemas como os de segurança e de saúde pública. Além, evidentemente, de responsabilidades tipicamente governamentais, como a educação primária, a diplomacia, a segurança nacional, etc. No espaço privado, dominado pelo grande capital e por interesses econômicos de indivíduos e empresas particulares, ficariam as atividades diretamente rentáveis, submetidas às forças de mercado. Haverá certamente casos de atividades que, em princípio, pertencem ao espaço público, mas que podem ser transferidas para a iniciativa privada. A ponta final dos sistemas de distribuição de eletricidade é um desses casos. Mas aí todas as precauções devem ser tomadas, para se assegurar que as empresas qualificadas para assumir responsabilidades no espaço público, tenham efetiva capacitação técnica, e visem a auferir seus ganhos apenas em função da receita operacional dos sistemas; em
medida compatível com a capacidade de pagamento e com a estabilidade econômica dos consumidores. Para isso, devem ser amplamente debatidos, no Congresso, em audiências públicas, projetos de leis e regulamentos que desestimulem a especulação com ativos de empresas estatais. Considerando-se que, no Brasil, os mecanismos de controle governamental não são suficientemente rigorosos para ordenar e disciplinar as atividades das empresas privadas, não se deveria tomar nenhuma iniciativa destinada a privatizar nem parte da infraestrutura energética, sem antes se promover o aperfeiçoamento da legislação referente às concessões, para a tomar mais precisa e rigorosa. No tocante à geração de energia elétrica, por exemplo, uma possibilidade a ser estudada seria a de se transferir para o setor privado apenas a iniciativa de implantar e operar novos projetos, como, aliás, propôs o governo em suas diretrizes de política energética. Mesmo assim, esses projetos só deveriam ser explorados sob regime de concessão, por tempo limitado, obedecendo a rigorosas normas voltadas para a qualidade e confiabilidade dos serviços e respectivas tarifas. Os custos de manutenção e pequenas expansões dos sistemas seriam claramente demonstrados em planilhas detalhadas, e poderiam ser absorvidos como componentes tarifários.
Observe-se que o aproveitamento de recursos naturais, como o potencial hidráulico, deve visar prioritariamente ao atendimento da coletividade, como um todo. Aí, portanto, as concessões para atender a mercados cativos são inadmissíveis, por socialmente inadequadas. Isto é bem evidente no caso de certas indústrias de eletrointensivos, em que a maior parte da produção é exportada. Por outro lado, em serviços de infraestrutura, a competição não deve ser entendida como umasimples disputa de mercado, como ocorre em setores de commodities, nos quais o objetivo de se vender algum bem não é satisfazer a uma necessidade da sociedade, mas sim ter lucro. No setor. energético, há que se pensar também em aspectos como o atendimento às necessidades básicas da coletividade, assim como a segurança, eficiência e qualidade dos serviços, a médio e longo prazo. E tudo isso, a custos mínimos para o consumidor, aí incluídos os custos ambientais. Ora, por definição, nas áreas de monopólio natural, como a eletricidade, não há competição.

As recentes tentativas feitas na Grã Bretanha, de "desmonopolizar" a eletricidade, mediante a criação de um mercado spot, fracassaram precisamente por serem muito artificiais. Na verdade, o que se fez foi substituir o monopólio estatal (que, pelo menos, estava sujeito ao controle do Parlamento), por  monopólios privados. Mas, evidentemente, os detentores do controle das empresas sempre encontram meios de se organizarem em cartéis, para imporem suas condições: aumento de tarifas; maximização de lucros, em prejuízo da manutenção dos sistemas etc. Nesse contexto, como falar em competitividade entre uma empresa muito rentável, para os detentores de seu controle acionário (ou da respectiva concessão), mas que reinvista pouco em preservação ambiental e tecnologia; e outra, cuja lucratividade seja modesta, por força dos reinvestimentos em programas de longo prazo, voltados para a preservação ambiental ou para o desenvolvimento tecnológico? E se a empresa, alem disso, investir em programas sociais, para populações de baixa renda? Preservação do Meio Ambiente e Bem estar da Coletividade. Este é o centro da questão. O bem estar da coletividade compreende objetivos relacionados aos
interesses do conjunto dos consumidores, a curto prazo; e aos anseios da sociedade, a longo prazo. É em função desses objetivos que deve ser estabelecido o planejamento do setor energético, com suas
metas e estratégias. No entanto, o atual planejamento é essencialmente voltado para a oferta. Isto significa que não se faz a análise crítica das atividades econômicas, nas quais seria utilizada a energia a ser produzida ou
gerada, transportada e distribuida; nem se avalia sua real importância para o bemestar da coletividade(2).

Outra grave falha é a ausência de previsão dos custos ambientais decorrentes da produção e uso da energia. No caso do setor elétrico, não se prevêem sequer mecanismos que obriguem as eventuais concessionárias (a serem criadas no processo de privatização), a avaliarem e contabilizarem de modo justo os custos sociais e ambientais de suas atividades. E nem se faz referência às obrigações que teriam, no sentido de cobrir os custos dos programas de preservação ambiental, utilizando para isso parte do lucro operacional. Assim, em benefício da maximização de lucros de grupos privados, a sociedade poderá ser onerada por programas ambientais que, atualmente, são custeados pelas concessionárias estatais. Pronunciamentos de autoridades do governo evidenciam que, no
planejamento estratégico nacional, não se cogita a indispensável integração dos programas para os setores social, energético e ambiental. Vejamos um exemplo. Na fala de abertura do III Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, o ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos mencionou a possibilidade de se resolverem conflitos fundiários, mediante a ocupação de regiões de baixa densidade demográfica, como os cerrados do Centro Oeste e a Amazônia. No tocante aos cerrados a idéia parece sensata, pois já existe um importante cabedal de
conhecimentos científicos e técnicos, de caráter edafológico, geológico, hidrológico, climático e agrícola, acumulados ao longo de mais de um século de atividades econômicas sistemáticas na região. Com base nesses conhecimentos será possível estabelecer zoneamentos agroflorestais e de uso urbano, que assegurem uma ocupação racional, com mínimos impactos ambientais e máxima eficiência econômica e social. Mas a Amazônia é quase totalmente desconhecida. Sabe-se entretanto, a partir de fotografias de satélites meteorológicos, que o clima amazônico exerce forte influência sobre os climas das demais regiões do país. Por outro lado, fenômenos de alteração ecológica ocorridos, por exemplo, no Norte da África, na China, e no Casaquistão (Mar de Aral), alertam-nos para desastres ambientais de longo prazo, causados por projetos que, a curto prazo, parecem economicamente interessantes. Imaginemos, então, o seguinte encadeamento de cenários:
I Desconhecendo o que poderá ocorrer nas camadas superficiais do solo, desmatam-se grandes áreas na Amazônia, para a implantação de projetos de ocupação (que podem ser agrícolas, pastoris, de urbanização, de mineração etc.);
II O conseqüente aumento dos fluxos de escoamento de águas superficiais provoca erosão e desertificação em muitas das áreas desmatadas. As populações assentadas não podem subsistir nessas áreas e se tomam nômades, agravando os conflitos fundiários;
III O solo lixiviado causa progressivos assoreamentos em cursos da água pequenos, médios e grandes; induzindo processos retroalimentados de alterações dos regimes fluviais de toda a região;
IV Essas alterações refletem-se diretamente sobre a pluviosidade e sobre o clima da Amazônia;
V Instala-se então, progressivamente, uma cadeia de influências recíprocas entre ecossistemas amazônicos e de outras regiões, com conseqüências imprevisíveis sobre o clima, a pluviosidade e os regimes fluviais de bacias como as do São Francisco e do Paraná
VI Aumentam os riscos de desequilíbrios hídricos, que comprometem seriamente a confiabilidade de todo o sistema elétrico brasileiro, que é de base hidráulica.

Os prejuízos que poderão advir de um programa de ocupação da Amazônia decidido sem base em conhecimentos científicos e técnicos suficientemente testados podem ser avaliados a partir dos dados da Eletrobrás (Plano 2.015) sobre o potencial hidroelétrico do conjunto dos rios da bacia amazônica. Esse potencial (que corresponde a aproximadamente 53% do total brasileiro e cerca de 6% do mundial), é de 68.623 MW ano (energia firme). Um plano mal concebido poderia comprometer esse potencial, pois não se pode afirmar, com o mínimo de rigor científico, que os regimes fluviais não serão alterados pela implantação de projetos tradicionais de mineração, urbanização e desenvolvimento agropecuário, na região amazônica. Computemos ainda os efeitos negativos induzidos sobre a geração hidroelétrica, em outras regiões; e também sobre a agricultura, já que estamos falando de alterações climáticas. Teremos então, grosso modo, uma idéia do que poderia acontecer nos setores energético e agrícola, por falta de uma estratégia coerente para a Amazônia.Portanto, enquanto não se acumularem e testarem suficientes conhecimentos científicos e técnicos sobre os intrincados ecossistemas regionais (o que levará muitos anos), deve-se assumir que o grande valor da Amazônia é o de garantir a estabilidade climática, pluviométrica e fluvial em todo o país. A rigor, se houvesse coerência nos planos do governo, as atividades econômicas a serem estimuladas e desenvolvidas na região deveriam, em princípio, limitar-se àquelas que não provoquem impactos ambientais irreversíveis. Nesta categoria poderíamos citar a indústria do turismo (turismo ecológico), a agricultura extrativa, os artesanatos etc.: além de indústrias como a microeletrônica e diversos ramos da informática Todas essas atividades são ambientalmente limpas, e caracterizamse pelo alto valor da produção e pela criação de numerosos empregos, por unidade de energia consumida (2). Algumas, aliás, têm florescido na Zona Franca de Manaus, onde é grande a oferta de mão de obra especialmente dotada para certas operações de montagem e acabamento, características dessas indústrias.

No planejamento estratégico dos setores social, energético c ambiental, não se pode perder de vista que as deliberações tomadas pelos que decidem, devem respeitar a vontade consensual de produtores e consumidores, a fim de que as relações entre grupos e pessoas sejam justas e equilibradas, prevalecendo, sempre, o respeito ao bem estar da sociedade como um todo. Isto se aplica especialmente no que diz respeito à integridade do meio ambiente. Esta questão, na verdade, ultrapassa limites regionais e setoriais. É uma questão global, cuja importância vem crescendo, à medida em que a sociedade toma consciência de que sua própria sobrevivência depende do equilíbrio, muitas vezes frágil e instável, dos ecossistemas que compõem a biosfera. Quase todos os processos de agressão ao meio ambiente envolvem produção e consumo de energia. Consumir energia, mesmo em suas formas mais "limpas", como a eletricidade, implica a construção de usinas hidroelétricas, ou centrais termoelétricas, na outra ponta da linha. É óbvio, portanto, que economizar ou conservar energia também significa proteger o meio ambiente. Por isto, seria desejável que organismos especializados, ligados às prefeituras, tivessem voz ativa no planejamento energético e ambiental, e também nos programas de conservação de energia,
particularmente nas residências e no transporte urbano. No setor elétrico, a questão ambiental toca mais diretamente a estrutura de produção ou o parque gerador. Assim, deve-se procurar reduzir ao mínimo os conflitos causados pelos impactos ambientais nas áreas de influência de unidades geradoras (hidráulicas ou térmicas), e os interesses econômicos de consumidores industriais e comerciais, situados em outras áreas. Por outro lado, devese ter presente que consumidores rurais e urbanos são afetados de maneira diversa, pelos impactos
ambientais dos segmentos de geração, transmissão e distribuição. Como já foi assinalado, as fontes de geração do sistema elétrico brasileiro são preponderantemente hidráulicas. A este respeito é interessante observar que, nos países desenvolvidos, os sistemas hidroelétricos são geralmente estatais. Mesmo nos Estados Unidos, onde as empresas de eletricidade são quase todas privadas, os aproveitamentos hidroelétricos estão sob controle estatal, na proporção de65% para35% (no caso, o Estado é representado pela Tenesee Valley Authority e por
alguns governos estaduais e municipais). Isto não surpreende, pois além de requererem planejamento integrado e operação centralizada, os aproveitamentos hidroelétricos caracterizamse por forte simplificações de caráter ambiental. Os reservatórios das hidroelétricas pressupõem usos múltiplos, que requerem pesados investimentos em
regularização de bacias hidrográficas, controle de enchentes, proteção de solos, irrigação de terras agrícolas, construção de hidrovias e outros, quase todos deficitários para o empresário privado, embora sejam indispensáveis para o desenvolvimento econômico equilibrado e para o bem estar da sociedade, como um todo.

As concessionárias federais e estaduais têm investido volumosos recursos em pesquisa ecológica e preservação ambiental, nas áreas de influência das hidroelétricas. Isso não acontece com as empresas privadas, cuja razão de ser é o lucro. Portanto, no planejamento energético, é indispensável que sejam adotadas algumas premissas, de caráter eminentemente ético, definidas no confronto entre custos ambientais, impostos ao conjunto da sociedade versus benefícios econômicos, para grupos restritos. E, como regra geral, devese adotar o postulado básico do desenvolvimento sustentável : para atender às necessidades do presente, não se pode comprometer a
viabilidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades.

Globalização da Economia
A globalização é, em última análise, uma estratégia das grandes corporações financeiras e conglomerados industriais, para expandirem seus mercados, mediante o aproveitamento, em escala mundial, da experiência que acumularam em suas regiões de origem. Porém não se questiona se tal experiência é adequada ou aproveitável em outras regiões, de maneira favorável para as populações locais. Na verdade, o objetivo da globalização é aumentar ao máximo os lucros, e os concentrar nas mãos das referidas corporações e conglomerados. Antes de se discutir a globalização no setor energético, deve-se compreender que energia é indispensável para o desenvolvimento e bem estar da humanidade. De sua produção e utilização racional, dependerá a autonomia dos povos das diversas regiões, para escolher em modelos econômico-sociais melhor adaptados às suas condições locais, e que mais convenham a seus ideais de bem-estar. Entretanto, em nome de uma globalização dogmática, nos países periféricos, como o Brasil, bancos e corporações de países desenvolvidos (com respaldo institucional dos respectivos governos) exercem fortes pressões políticas e econômicas, sobre as chamadas "elites dirigentes" (aí incluídos governantes, jornalistas, empresários, intelectuais, etc.), no sentido de se afrouxar o controle das
sociedades locais, garantido pelas empresas estatais, sobre o imenso potencial econômico, consubstanciado na produção, transporte e distribuição de energia. Tudo indica que, por trás de tudo isso, os países desenvolvidos procuram manter os atuais fluxos de distribuição da renda mundial ou os concentrar ainda mais em sua direção para preservar a atual opulência. De fato, um simples exame dos volumes de dinheiro em jogo nos mercados, mostra que o sistema financeiro internacional, como o conhecemos, está nos limites de suas possibilidades. Veja-se
o que acontece, por exemplo, no mercado dos chamados "derivativos". Segundo o Bank for International Settlements, os contratos nesse mercado atingiram a soma de 47 trilhões de dólares, em março de 1995. Porém, de acordo com o Wall Street Journal, esses contratos limitavam-se a 2 trilhões de dólares, em janeiro de 1993, 6 trilhões, em janeiro de 1994. Se compararmos esses valores com o PIB dos Estados Unidos, que é da ordem de 7 trilhões de dólares, concluímos que há algo de irreal, nesse crescimento vertiginoso. Por outro lado, o fluxo de recursos na direção dos países industrializados, até agora assegurado, em grande parte, pela rolagem, a juros elevados, da imensa dívida externa dos países em desenvolvimento, dá evidentes sinais de esgotamento, pois não há meios realistas para se gerarem divisas, em volumes tão expressivos. Procuramse, então, novos mecanismos para manter esses fluxos e também para transferir mais renda de setores produtivos, para setores intermediários, e até para atividades especulativas, comuns em certos mercados decapitais. O controle dos serviços de infraestruturados países em desenvolvimento seria um eficiente mecanismo, para perpetuarse o processo.
De particular interesse estratégico, para essa finalidade, são os serviços de eletricidade, por constituírem monopólios naturais que têm à sua disposição mercados cativos e crescentes. Embora pareça tediosamente repetitivo, cabe insistir em que eletricidade é um insumo vital para toda e qualquer atividade humana. Dela dependem as comunicações, a produção industrial, a conservação dos alimentos; a iluminação residencial e pública; o funcionamento dos laboratórios e instituições de ensino e pesquisa, etc. Como todos pagam tarifas, o sistema elétrico é, por assim dizer, uma espécie de arrecadador automático de parte da renda dos demais setores da economia. E mesmo que as tarifas sejam aumentadas ao máximo, sempre haverá grandes consumidores de eletricidade.

Mas nada disso é inteiramente novo. De acordo com J.L. Seitz: A raiz do atual sistema econômico internacional, onde umas poucas nações são ricas, enquanto a maioria continua pobre, reside nos padrões de comércio criados no século XVI pelas nações imperialistas do Hemisfério Norte, os quais em parte subsistem até hoje (...) Os sistemas políticos e sociais que se estabeleceram nas ex-colônias também servem para manter na pobreza a maioria das nações em desenvolvimento. Elites locais, formadas quando esses países ainda estavam sob
domínio colonial, aprenderam a beneficiarse da dominação. Em certo sentido, criaram-se duas sociedades nesses países: uma relativamente moderna e rica, girando em torno do setor exportador; a outra (o restante do povo) muito pobre, que vivia no sistema tradicional. Com os processos de independência, as elites locais tornaramse
elites governantes e adquiriram hábitos das elites européias (...) O atual veículo de dominação econômica do Sul pelo Norte é a empresa multinacional(5). M. Ferro observa que "Um dos traços dominantes da colonização foi ter lançado o processo de unificação do mundo e, no quadro dessa dinâmica, ter aumentado a desigualdade entre os países colonizados e os outros. "Em alguns países (entre os quais o Brasil) "uma rápida evolução econômica
criou uma situação do tipo `colonial' dentro de uma mesma sociedade. Aí, a revolta assume aspecto social virulento"(6).

Os estrategistas do governo deveriam estudar os casos de países como Chile, México e Argentina, cujas tentativas de inserirem suas economias no chamado mundo desenvolvido, pelo caminho da desestruturação do Estado e das privatizações, resultaram em perda de soberania e agravamento das desigualdades sociais. A propósito, em recentes entrevistas ao Jornal do Brasil, cientistas sociais importantes, como Alain Touraine e Giovanni Arrighi, têm insistido na óbvia constatação de que o capitalismo sempre esteve ligado ao poder. Capitalismo precisa de Estado. Mas, contraditoriamente, as tendências neoliberais e a globalização enfraquecem o Estado. O resultado é o que se vê nos dias de hoje: desemprego generalizado, pobreza crescente, fortalecimento do crime organizado, tráfico de drogas incontrolável, violência urbana, etc. Na mesma linha colocam-se o sociólogo Wanderley Guilherme dos Santos, o filósofo Jacques Rancière e os economistas Aldo Ferrer, Martin Feldstein e Celso Furtado.
No Jornal do Brasil de 04.08.96, Wanderley dos Santos sugere que a globalização converterá substancial parte das Américas e da Ásia em neocolônias, ou "protoÁfricas". Segundo ele, "Indivíduos privilegiados são facilmente seduzidos pela ilusão de que ingressar na corrente globalizante eqüivale a um tônico, que transformará países subdesenvolvidos em Escandinávias tropicais". Para Jacques Rancière, na prática, grupos poderosos se unem em torno de interesses comuns, com pouca participação do povo no processo. Em entrevista ao Jornal do Brasil de 16.06.96, ele afirmou que: Hoje, alguns grupos e instituições defendem a idéia de que estamos sujeitos à lei da
necessidade. Dizem que as leis econômicas são inevitáveis. Ora, a política deve ser o campo do possível, e não o campo do inevitável. É importante que possa haver escolha. No entanto, políticos, economistas tecnocratas e empresários, todos, impõem-nos leis inexoráveis, que temos que seguir. O movimento das privatizações, na França, inclue-se essa lógica. Há um discurso de que é uma mudança inevitável, contra a qual não há nada a opor. Mas percebese que há, nas privatizações, uma investida contra um mundo público, igualitário, viabilizado pelos transportes, a energia, as escolas e a saúde pública, em condições iguais para todos, sejam pobres ou ricos.

Aldo Ferrer, citado por Paulo Nogueira Batista Jr. em artigo publicado na Folha de São Paulo de 30.05.96, é de opinião que, mesmo na economia em vias de globalização, a importância dos mercados internos é preponderante, na proporção de 80% para 20%, quanto à absorção da produção; e na proporção de 90% para 20%, no tocante à geração de empregos. E as poupanças domésticas financiam cerca de 95% da formação de capital. Para Martin Feldstein, citado no mesmo artigo, "A maior parte da poupança fica nos países de origem e muito do capital que se move internacionalmente está buscando ganhos temporários e se desloca rapidamente quando as condições mudam. Por isso, o investimento produtivo continuadependendo fundamentalmente da geração de poupança interna". Celso Furtado, em declarações à revista PROPOSTA (out./dez. de 1996), afirma que: globalização não pode ser vista como um imperativo resultante de exigências do avanço tecnológico. Traduz, sim, decisões políticas tomadas em função de interesses de grupos (...) atualmente pensase na globalização, para esvaziar Estados
periféricos. No Brasil, isso pode destruir o Estado.

Conclusão
A análise que acaba de ser feita deixa sérias dúvidas sobre a capacidade do governo, para formular e executar, com autodeterminação, uma política energética que vise prioritariamente aos interesses do povo brasileiro. Entre outras coisas, ficou claro que, com a atual política, o Brasil perderá, em breve, a inestimável vantagem de extrair, de fontes renováveis e não poluidoras, mais de 95% da energia elétrica que consome. E ficou evidente que o sistema elétrico passará a arrecadar e remeter poupança interna para o exterior, contribuindo para agravar a descapitalização do país.

É urgente que se reveja tal política, para que a sociedade não venha a sofrer graves prejuízos ambientais e econômicos, que recairão ainda mais pesadamente sobre as futuras gerações.

Referências:
(1) CARDOSO, F.H. Mãos
à Obra . Brasil Proposta
de Governo pp. 43 a 52.
(2) CARVALHO, J. e JANNUZZI, G. "Aspectos Éticos do Modelo de Planejamento do Setor Elétrico". In:
Revista Brasileira de Energia. v. 3, n . 2, 1994.
(3) STOBAUGH, R. EYERGIN, D. Energy Future. Random House. 1979.
(4) HEILBRONER, R. O Capitalismo do Século XXI. Jorge Zahar. 1993.
(5) SEITZ, J. L. A Política do Desenvolvimento. Uma introdução a problemas globais. Jorge Zahar Editor,
1991.
(6) FERRO, M. História das Colonizações. Companhia das Letras, 1996.


Última edição por Gpslivre em Sex Fev 28, 2014 12:29 pm, editado 3 vez(es) (Razão : Spoiler)
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A Privataria Tucana (Wikipédia) (continuação)

em Qua Fev 26, 2014 1:53 pm
A Privataria Tucana

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A Privataria Tucana


A Privataria Tucana (BR)




spoiler:
Capa do livro
Autor (es) Amaury Ribeiro Junior
Idioma português
País Brasil
Assunto Reportagem-denúncia
Género política, jornalismo
Editora
Brasil Geração Editorial
Lançamento 2011
Páginas 344
ISBN 978-85-61501-98-3

A Privataria Tucana é um livro de autoria do jornalista brasileiro Amaury Ribeiro Jr.1 , ex-repórter especial da revista Isto É e do cotidiano O Globo e ganhador de diversos prêmios Esso de jornalismo. O título do livro ("privataria") é um neologismo que combina privatização a pirataria, criado pelo jornalista Elio Gaspari, e "Tucano" é um apelido comum dado a membros do PSDB, a partir de um dos símbolos do partido, o pássaro tucano.



Índice  [esconder]
1 Sinopse 1.1 Possível propina de Jereissati, comprador da Telemar8
1.2 Comprador da Vale diz que Ricardo Sérgio lhe cobrou comissão13
1.3 Ricardo Sérgio ganhou dinheiro em negócios com fundos de pensão15
1.4 Banco do Brasil perdoa dívida de Gregório Preciado, ex-sócio de Serra17
1.5 Verônica Serra & Verônica Dantas
1.6 Os 2,5 bilhões de dólares que na verdade são 1,2 milhão
1.7 Uso de arapongas por José Serra

2 Produção e publicação
3 Repercussão e comentário 3.1 Cronologia

4 CPI da Privataria
5 Reação no PSDB
6 Notas
7 Referências
8 Ver também
9 Ligações externas


Sinopse[editar código-fonte]

O livro, resultado de 12 anos de investigação sobre as "privatizações no Brasil",2 , destaca documentos que apresentam indícios e evidências de irregularidades nas privatizações que ocorreram durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, além de amigos e parentes de seu companheiro de partido, José Serra. Os documentos procuram demonstrar que estes políticos e pessoas ligadas a eles realizaram, entre 1993 e 2003,3 movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de offshores - empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais - no Caribe.4 5

Privataria Tucana contém cerca de 140 páginas de documentos fotocopiados que evidenciam que o então Ministro do Planejamento e futuro Ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Serra, recebeu propina de empresários que participaram dos processos de privatização no Brasil.6

O autor revela que iniciou as investigações sobre lavagem de dinheiro quando fazia uma reportagem sobre o narcotráfico a serviço do Correio Braziliense (CB). Depois de sofrer um atentado, foi transferido para o jornal O Estado de Minas, do mesmo grupo do CB, e lá incumbido de investigar uma suposta rede de espionagem mantida por José Serra.7

As denúncias do livro citam uma série de casos em que propinas teriam sido pagas a Ricardo Sérgio de Oliveira e outras pessoas ligadas a José Serra em troca de benefícios pessoais.

Possível propina de Jereissati, comprador da Telemar8 [editar código-fonte]

O livro mostra que uma empresa de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e amigo de Serra, recebeu 410 mil dólares de outra empresa chamada Infinity Trading. Essa offshore das Ilhas Cayman, depositou os 410 mil dólares em favor da empresa Franton Interprise, no MTB Bank, de Nova York. Oliveira é o dono da Franton, e o empresário cearense Carlos Jereissati, proprietário da Infinity9 . A transferência foi feita dois anos depois do leilão em que um grupo controlado por Jereissati arrematou o controle da antiga Telemar.10 Segundo um documento da Secretaria de Acompanhamento Econômico, o Grupo Jereissati é dono de uma Infinity Trading.11 Os 410 mil seriam propina em troca de favorecimento na compra da Telemar. Aventou-se a possibilidade de que se esteja apenas diante de duas Infinity Trading homônimas, mas isto nunca foi confirmado.

Em outro caso, publicado também na revista Veja, em 2002, uma empresa de consultoria financeira, de Ricardo Sérgio, que em 1996 faturou apenas 60 mil reais, recebeu 1,8 milhões de reais em 1999 de uma empresa de Carlos Jereissati a título de consultoria em internet, o que parece também afirmar-se como indício do pagamento de propina durante o processo de privatização.12

Comprador da Vale diz que Ricardo Sérgio lhe cobrou comissão13 [editar código-fonte]

Em outro possível caso de dinheiro ilícito ligado às privatizações, o livro relata que dois ministros de FHC disseram ter ouvido do líder do consórcio comprador da Vale que Ricardo Sérgio exigiu dele uma comissão. A história já foi capa da revista Veja.14

Ricardo Sérgio ganhou dinheiro em negócios com fundos de pensão15 [editar código-fonte]

Enquanto era diretor do Banco do Brasil com influência na gestão dos fundos de pensão estatais, o faturamento das empresas de Ricardo Sérgio cresceu muito, principalmente em negócios com os próprios fundos de pensão. Para a Previ, as empresas dele venderam um prédio por 62 milhões de reais. Da Petros, compraram dois prédios por 11 milhões de reais. Tudo isso também foi publicado na já mencionada edição da revista Veja de 2002,16 exceto por um dado a mais: o dinheiro da compra do prédio da Petros veio de uma offshore caribenha.

Banco do Brasil perdoa dívida de Gregório Preciado, ex-sócio de Serra17 [editar código-fonte]

O valor exato do perdão diverge segundo a versão, mas está na casa das dezenas de milhões de reais. Depois do perdão, Preciado, mesmo falido, conseguiu representar a espanhola Iberdrola em privatizações do setor elétrico. O próprio Preciado não nega a história. A Folha de S. Paulo publicou o caso em 2002.18

Verônica Serra & Verônica Dantas[editar código-fonte]

O livro traz ainda evidências de que a Verônica Serra, filha de José Serra, e Verônica Dantas, irmã do banqueiro que fora acusado por inúmeros crimes de corrupção, Daniel Dantas, usaram três empresas chamadas Decidir para trazer 5 milhões de dólares do Citibank ao Brasil pelo trajeto Miami-Caribe-São Paulo.19 Esta teria sido uma outra forma de pagamento de propina cujo o intuito era receber favorecimento nas privatizações, já que o Citibank comprou parte da Telebrás em associação com o acima citado, Daniel Dantas.

Em 2003, Verônica Serra foi indiciada pela Polícia Federal pelo crime de quebra de sigilo, o processo está lavrado na 3ª Vara Criminal de São Paulo.20 Em nota à imprensa, Verônica Serra desmentiu as informações do livro e apresentou certidão sobre tal processo, da Terceira Vara Criminal de São Paulo, de 23 de dezembro de 2011, onde se atesta que ela "não prestou declarações em sede policial, não foi indiciada nos referidos autos, tampouco houve oferecimento de denúncia em relação à mesma." A filha de José Serra afirmou ainda nunca ter sido indiciada ou ré em qualquer processo junto à Polícia Federal, e que irá abrir processo de calúnia e difamação contra o autor do referido livro.21 nota 1

Mais adiante, o livro relata que o marido de Verônica Serra, Alexandre Burgeois, usou uma empresa do Caribe para injetar 7 milhões de reais em outra no Brasil.22 As duas empresas se chamam IConexa. As transferências não chegaram a ser comprovadas documentalmente, mas há indícios de que foram feitas por meio da compra de ações da empresa brasileira pela sua homônima caribenha: a ata de uma assembleia de acionistas da IConexa de São Paulo, assinada duas vezes por Alexandre Burgeois, sendo uma como pessoa física e outra como representante da IConexa do Caribe.23 Isso leva a crer que o marido de Verônica e a IConexa do Caribe eram os únicos acionistas da IConexa de São Paulo. O capital da empresa na data da assembleia era de 5,4 milhões de reais. Não há como saber qual era a porcentagem de cada sócio. Em sendo a IConexa do Caribe amplamente majoritária, é possível que tenha comprado a maior parte do capital da IConexa de São Paulo como meio de remeter o dinheiro para o Brasil. Mais tarde, o capital da IConexa de São Paulo foi aumentado para 7 milhões de reais, totalizando a soma que, segundo o livro, foi trazida do Caribe pelo marido de Verônica. Esse aumento de capital aparece em documentos da Junta Comercial,24 que, contudo, não mostram quem injetou o dinheiro.

Os 2,5 bilhões de dólares que na verdade são 1,2 milhão[editar código-fonte]

O livro diz que Gregório Preciado, primo de Serra, depositou 2,5 bilhões de dólares numa empresa de Ricardo Sérgio, a Franton, por meio da conta Beacon Hill, que ficou famosa no caso Banestado.25 Mas esse valor não bate com os extratos da Beacon Hill publicados na página 150. Eles mostram que esse total é de 1.204.000 dólares, valor que bate com o que autor do livro divulgou um ano antes.26

Uso de arapongas por José Serra[editar código-fonte]

O livro afirma ainda que José Serra, desde o seu período à frente do Ministério da Saúde, utilizou o serviços de arapongas, pagos com dinheiro público, para criar dossiês contra adversários políticos.27 O grupo de Serra faria grande uso da tática da contra-inteligência, isto é, manobras diversionistas, antecipação e esvaziamento de possíveis denúncias e vitimização perante a opinião pública.28 O livro também destaca como adversários políticos do mesmo partido praticaram guerras de espionagem e contra-espionagem entre si nos bastidores, tanto no PSDB (no caso, entre José Serra e Aécio Neves no capítulo 2) como no PT (entre Fernando Pimentel e Rui Falcão no capítulo 16).

Produção e publicação[editar código-fonte]

A ideia do livro surgiu em 2009, quando Aécio e Serra disputavam acirradamente a indicação tucana para concorrer à presidência. O mineiro defendia prévias e o paulista se colocava como "o primeiro da fila". O jornal Estado de S. Paulo, articulado com José Serra, publicou um texto intitulado "Pó pará, governador?"29 que insinuava, já no título, que Aécio seria um cocainômano e que, portanto, não poderia sonhar com a presidência. Amaury já havia sido transferido para Belo Horizonte e foi incumbido pelo dono do jornal Estado de Minas, Álvaro Teixeira da Costa, de produzir reportagem em resposta a "São Paulo" (referência as mídias do estado de São Paulo polarizada com o PSDB).30 Amaury sugeriu, então, que se investigassem as privatizações, pela fragilidade que as conexões com desvio de verbas públicas provocava em Serra. A investigação o levou a encontrar as contas usadas por Ricardo Sérgio, Alexandre Bourgeois e pela filha de Serra, Verônica Serra.31

Foi em ação judicial onde Amaury Ribeiro Junior era réu que ele obteve grande parte dos documentos constantes no livro. Uma reportagem na revista "Istoé", na qual mencionava Ricardo Sergio, motivou o ex-caixa de campanha de Serra e FHC a entrar com o processo judicial contra o jornalista. Para se defender, o autor recorreu ao instrumento judicial, conhecido como "exceção da verdade", que obrigou a entrega de documentos da CPI do Banestado a Amaury, fato que contribuiu muito para a investigação jornalística seguir a trilha do dinheiro das privatizações que comprovam as movimentações feitas entre os envolvidos.

O autor conta que o título inicial seria "No Porões da Privataria"; depois pensou em "Os Privatas do Caribe", em alusão aos paraísos fiscais no Caribe, mas desistiu-se desse segundo para evitar confusão com o filme " piratas do Caribe". Foram 12 anos de produção do livro até chegar às livrarias.32

A primeira edição, de 15 mil exemplares, esgotou-se no dia do lançamento, 9 de dezembro. No dia 12, a Geração Editorial decidiu reimprimir 30 mil. No dia 14 de dezembro, Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, subiu para 80 mil cópias.33 O jornal O Estado de S.Paulo noticiou apenas no dia 15 de dezembro, depois de ampla repercussão em blogs e redes sociais. A notícia de que "(...) 15 mil exemplares vendidos em menos de uma semana, (...)" já estava defasada.34

Repercussão e comentário[editar código-fonte]

Excetuando a revista CartaCapital e a Rede Record a grande imprensa brasileira ignorou o lançamento do livro até o dia 15 de dezembro.35 Posteriormente, a revista CartaCapital a Rede Record e diversos blog de esquerda acusaram a imprensa de ter boicotado o livro para não prejudicar José Serra. Uma defesa para o silêncio inicial foi o fato de só a revista Carta Capital ter tido acesso ao livro antes da publicação. O motivo alegado pela editora para o sigilo foi o receio de que alguma ordem judicial impedisse a publicação.36

A ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer, trouxe outro ponto que deixou de ser observado pelos que acusaram a grande imprensa de boicotar "A Privataria Tucana": o fato de durante o governo Fernando Henrique Cardoso tanto a própria Folha quanto a Veja terem dado, respectivamente, manchete e capa para denúncias relacionadas às privatizações, uma das quais presente no livro.37 Outras denúncias do livro foram publicadas em 2002 pela Veja ou pela Folha de S. Paulo.

De qualquer modo, o livro teve uma enorme repercussão em blogs identificados com a esquerda, e nas redes socias. Ele provocou uma grande reação negativa do PSDB e motivou o requerimento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Cronologia[editar código-fonte]

No dia 11 de dezembro de 2011, aparece a primeira manchete sobre o livro em língua inglesa: "Boycotted by Brazil's Mainstream Media Book on Opposition's Corruption Becomes Instant Bestseller. "38 e no dia 22 de dezembro o livro está na capa do jornal argentino "Página 12″.39

No dia 13 de dezembro, a assim-dita grande midia continuou a ignorar o "best-seller" e o jornalista Gilberto Maringoni (Carta Maior) escreveu: " Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de "vaca amarela" (...) " 40 O jornal "Folha de S. Paulo" quebrou o seu silêncio no dia 15 de dezembro, publicando a opinião do ex-governador:


"Trata-se de uma coleção de calúnias que vem de uma pessoa indiciada pela Polícia Federal. Isso é crime organizado fingindo ser jornalismo.41 " José Serra

No mesmo dia, a Folha de São Paulo publicou que: "Jornalista acusa tucanos de receber propina", que dá notícias sobre a repercussão do livro.42

O jornalista Luis Nassif, classificou a obra como "A reportagem investigativa da década".43 Os jornalistas Luiz Carlos Azenha e Luis Fausto afirmaram que os 15 mil exemplares da 1ª edição foram esgotados no primeiro dia.44 45 O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a cancelar um evento de autógrafos de seu novo livro de memórias 46 , e cancelou todos seus eventos para o fim de ano, adiantando suas férias 47 Como medida de comparação, o livro de não-ficção mais vendido no Brasil em 2011, "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", lançado em 2009 pelo jornalista Leandro Narloch, vendeu 71 mil cópias em todo o ano segundo o site Publish News.48

O jornalista Paulo Henrique Amorim — conhecido ferrenho opositor do PSDB — defende que o conteúdo do livro seria suficiente para que figuras como José Serra e Fernando Henrique Cardoso sejam presos, a exemplo de outros ex-presidentes latino-americanos que também comandaram privatizações fraudulentas em seus países, como Alberto Fujimori do Peru, Gonzalo Sánchez de Lozada da Bolívia, Carlos Salinas de Gortari do México.

No dia 21 de dezembro, o autor do livro participou de um debate sobre "o silêncio da mídia" com o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), autor do pedido de CPI sobre o tema, e o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim.49 Em sua edição online do mesmo dia, a revista Veja, da Editora Abril, publicou uma notícia sobre a obtenção por Protógenes, com base no livro, das assinaturas para a CPI.

No dia 23 de dezembro a matéria deixou existir 50 naquele espaço virtual. Desde o lançamento do livro, a revista Veja, que publica semanalmente uma lista dos livros mais vendidos e comenta os sucessos populares, não fez nenhuma resenha sobre a obra e barrou a matéria online sobre os reflexos políticos que ela está provocando. O silêncio generalizado dos veículos tradicionais de comunicação — exceção feita a uma crítica no jornal Folha de S. Paulo, em 15 de dezembro — perdurou por semanas. 51

Passados 19 dias da chegada de "A Privataria Tucana" a livrarias do país, a publicação foi inserida na lista dos livros mais vendidos de não ficção da semana da Veja na internet, no dia 28 de dezembro.52

A Globo, no caderno, Prosa & Verso, colocou o livro em primeiro lugar, seguido em segundo pelo livro, Steve Jobs - A biografia53 Somente no dia 28 de dezembro, que a Globo publicou comentários sobre o conteudo do livro. Com o título "Querem impor a mordaça", Marco Antonio Villa afirma que "o panfleto de Amaury Ribeiro é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto". Nada foi comentado, no artigo, sobre as acusações de tucanos receberem propina, nem sobre a venda de 15 mil exemplares da 1ª edição do "best-seller".54

Fábio de Oliveira Ribeiro, no dia 3 de janeiro de 2012, foca na "importância do capítulo 16". Ribeiro justifica a importância dizendo que o capítulo 16 "(...) mostra aos interessados (especialmente aos jornalistas) como é perigoso deixar o campo jornalístico submergir inteiramente no campo político." Ele conclui que este capítulo do livro é exemplo de "(...) um poderoso paradigma que certamente ajudará a melhorar a atuação de policiais, jornalistas e políticos nas próximas eleições presidenciais..." 55

"A privataria tucana", com 120 mil exemplares vendidos, chegou ao topo da lista geral de vendas da primeira semana do ano 2012. "Steve Jobs" e "As esganadas", de Jô Soares, fecharam em segundo e terceiro lugar, respectivamente. 56

Amaury Ribeiro Jr. lançou o livro, no dia 18 de janeiro, no Rio de Janeiro e cerca de 300 pessoas, incluindo o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) e grande número de lideranças sindicais, lotaram o auditório do Sindicato dos Bancários para o debate e a noite de autógrafos do livro.57 58

Mais de 300 pessoas na noite de 19 de janeiro no auditório do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Municipais de Curitiba, participaram do lançamento do livro no Paraná59 60 e no dia 26 de janeiro Ribeiro Jr. participou de um debate promovido pelo Sindicato dos Bancários (SindBancários) dentro da programação do Fórum Social Temático (FST), fazendo o lancamento do livro em Porto Alegre.61 O debate contou também com a participação do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) e do governador Tarso Genro (PT). Ribeiro Jr. disse que pensa em lançar o "Privataria 2" e adiantou que seu novo livro vai abordar o envolvimento de estatais no pagamento de campanhas eleitorais, como Furnas, e empresas do setor elétrico, como a Cemig. Também vai se debruçar sobre o movimento de privatização da saúde em vários estados brasileiros, como Paraná, Rio de Janeiro e Pará.62 63

O livro foi lançado no dia 1º de março em Salvador (Bahia). Um debate foi proposto pelo deputado estadual Joseildo Ramos (PT) e reuniu, além do autor do livro, o deputado Protógenes (PcdoB-SP), proponente da CPI da Privataria e Emediato, publisher da Geração Editorial. Na Bahia, dois temas chamaram atenção no livro: A privatização da Coelba e o caso da doação de terrenos na Ilha do Urubu, em Porto Seguro. 64 65 66 67 68

'A Privataria Tucana’ foi um dos finalistas 54ª edição do Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o prêmio mais prestigiado da literatura brasileira, na categoria Reportagem.69 70 71

Em fevereiro de 2013, Amaury Júnior e a Geração Editorial foram condenados a pagarem R$ 1 mil ao ex-governador José Serra a título de indenização por eventual dano moral e eleitoral pela publicação do livro.72 73 74

CPI da Privataria[editar código-fonte]

No dia 15 de dezembro de 2011, O deputado federal Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) conseguiu recolher 185 assinaturas de deputados para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). Protógenes disse que a motivação veio do livro do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que o deputado classificou como um "importante documento". O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), recebeu um pedido de abertura de (CPI) para investigar o processo de privatizações realizado durante o governo Fernando Henrique, apurar os supostos casos de lavagem de dinheiro e a realização de uma audiência pública para debater as denúncias do livro.

Brizola Neto (PDT-RJ) foi à tribuna da Câmara e pediu ao seu partido mais assinaturas para o pedido de CPI apontando que "No livro, só de documentos, são mais de 100 páginas, que mostram claramente o que aconteceu durante o processo de privatizações do governo FHC" e o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) pediu a realização de audiências públicas para apurar as denúncias feitas pelo jornalista. 75

Os deputados Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Fernando Francischini (PSDB-PR) surpreenderam aos líderes tucanos ao assinarem a CPI da Privataria.

Francischini, apesar do apelo de Fernando Henrique Cardoso para considerarem o livro como uma "coleção de calúnias" e "crime organizado fingindo ser jornalismo", esclareceu sua posição ao Jornal do Brasil, dizendo: "Acho que tudo deve ser investigado e, se as denúncias forem verdadeiras, os culpados devem ser punidos. Se provarem tudo o que estão falando, vou ser o primeiro a pedir punição. Ao mesmo tempo, se elas forem falsas, os responsáveis pelo livro terão que pagar".76 No dia 16 de dezembro, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff afirmou não ter lido o livro e, segundo ela, "CPI é para caso extremo".77

Cristine Prestes opiniou no dia 2 de janeiro de 2012, no Valor Econômico, que apesar de muitos governistas terem assinado o pedido de CPI, "(...) ainda não se conhece o interesse do governo e do PT na instalação efetiva desta investigação." 78


O desinteresse de ambos na abertura de uma investigação poderia ser explicado pela informação que consta da página 75 do livro: "Os arquivos ocultavam informações capazes de constranger tanto o governo Lula quanto o de FHC".Cristine Prestes

O deputado Protógenes conseguiu o número de assinatura (186) suficientes para requerer a abertura da CPI. Mas ele disse que "A comissão só será mesmo aberta se houver pressão popular".79

No dia 21 de dezembro, Protógenes protocolou o pedido de abertura da CPI da Privataria. Logo depois, a Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmera conferiu as assinaturas dos parlamentares que faziam o pedido e atestou a validade de 185 delas, 14 além da quantia mínima necessária para validar o requerimento.80 O ex-governador José Serra disse que desconhecia a existência de pedido de CPI na Câmara para investigar veracidade das acusações contidas no livro, no dia 10 de janeiro. Mais tarde, no mesmo dia, ele qualificou como "palhaçada" o pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito.81

Reação no PSDB[editar código-fonte]

O ex-governador José Serra (PSDB-SP) falou que não leu, mas afirma que livro é um "lixo".82 O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também classificou a publicação como "literatura menor".83 35

Em uma nota, o ex- presidente, Fernando Henrique Cardoso, no dia 15 de dezembro, disse que o livro "É infâmia!".


(...) quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia.84 Fernando Henrique Cardoso

Em nota oficial, o PSDB classificou o livro como "uma leviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusa o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas".85 O partido ainda reforça que as privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos, e que todas as privatições foram auditadas pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e outros órgãos de controle, onde nenhuma irregularidade foi constatada.86 Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, declarou que entrará com um processo contra o jornalista e a editora que publicou a obra.

No dia 22 de dezembro, Verônica Allende Serra respondeu às acusações feitas a ela no livro. Ela colocou que são as "(...) insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito." e lembrou que se houve "(...) qualquer tipo de movimentação ilegal de recursos (...)" ela não esteve envolvida "nem remotamente":


"Não fui sócia de Verônica Dantas (...) Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer" Verônica Allende Serra

Sobre as insinuações e acusações que têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, ela disse que "Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas." A nota de Verônica detalha a sua participação na empresa Decidir, segundo ela, em respeito a todas as normas legais em vigor.87

O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho, saiu em defesa de FHC, no dia 30 de dezembro, sobre as denúncias sobre desvios bilionários durante o processo de privatização de empresa brasileiras.88


"O presidente Fernando Henrique fez muito bem ao Brasil ao abri-lo para investidores nacionais e estrangeiros, ao permitir, no caso da exploração do petróleo e do gás, a entrada de empresas nacionais e multinacionais, acabando com o monopólio da Petrobras, acabando com o monopólio da Telebrás (...)"Sérgio Cabral Filho

No dia 3 de dezembro, o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, que prometeu processar Amaury Ribeiro Jr., em entrevista à Rádio Folha, afirmou que o livro não passa de um "jogo publicitário" feito pela internet para enfraquecer a grande Imprensa. Disse o tucano que "Isso foi para diminuir o tamanho da imprensa na formação da opinião pública". Sérgio Guerra classificou a publicação de "farsa" repleta de "calúnias", produzida com integrantes e agentes do PT.89

O Presidente Nacional do PSDB, Dep. Sérgio Guerra, no dia 1 de fevereiro enviou uma carta para a ministra da Cultura, Ana Maria Buarque de Hollanda repudiando as acusações e insinuações veiculadas pela Revista de História.90 Ele disse que "o verdadeiro alvo dessa vilania (...) " é o PSDB.


A pretexto de exaltar o livro "A Privataria Tucana", o site da Revista de História, ligada à Biblioteca Nacional, publicou um artigo assinado por um de seus editores, Celso de Castro Barros, atacando o ex-governador e outros "tucanos", não nominados, da forma mais grosseira e descabida. Dep. Sérgio Guerra

Notas

1.Ir para cima ↑ No processo 2003.61.81.000370-5 Verônica Serra constava inicialmente como indiciada, porém em consultas mais recentes ao processo na justiça federal do estado de São Paulo ela consta apenas como averiguada. [1]

Referências

1.Ir para cima ↑ Dados bibliográficos Ribeiro Junior, Amaury / A privataria tucana / ‑‑ São Paulo :Geração Editorial, 2011. (Coleção história agora ; v. 5)
2.Ir para cima ↑ Serra chama de 'lixo' livro sobre privatizações do governo FHC
3.Ir para cima ↑ Brazilian political party threatens to sue journalist over book
4.Ir para cima ↑ Serra tenta comprar estoque de livro-bomba publicado em 10 de dezembro de 2011 [2]
5.Ir para cima ↑ Aécio foge de polêmica com livro e Ciro Gomes publicado em 9 de dezembro de 2011 por Rafael Rodrigues no Jornal Bahia Noticias[3]
6.Ir para cima ↑ Privatizations CPI (Parliamentary Inquiry Committee)
7.Ir para cima ↑ pág 20: do Livro A Privataria Tucana.
8.Ir para cima ↑ págs. 64 a 66 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
9.Ir para cima ↑ O que Serra tanto temia." Revista Carta Capital - 12/12/2011 [4]
10.Ir para cima ↑ Jornalista acusa tucanos de receber propina pela Folha-UOL em 15 de dezembro de 2011
11.Ir para cima ↑ Parecer 369/COGSE/SEAE/MF (8 de setembro de 2000).
12.Ir para cima ↑ [http:// veja.abril.com.br/080502/p_088.html Idem].
13.Ir para cima ↑ págs. 70 a 71 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
14.Ir para cima ↑ Edição 1750 da revista Veja (8 de maio de 2002).
15.Ir para cima ↑ págs. 84 a 85 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
16.Ir para cima ↑ [http:// veja.abril.com.br/080502/p_088.html Foi uma temporada de ouro]. Veja (8 de maio de 2002).
17.Ir para cima ↑ págs. 167 a 170 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
18.Ir para cima ↑ Ex-sócio de Serra nega ter sido privilegiado. Folha de S. Paulo (17 de maio de 2002).
19.Ir para cima ↑ págs. 182 a 186 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
20.Ir para cima ↑ Carta Capital,14 de Dezembro de 2011. nº 676, ano XVII, p.77-78
21.Ir para cima ↑ | Nota à Imprensa de Verônica Serra nº2
22.Ir para cima ↑ págs. 187 a 188 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
23.Ir para cima ↑ págs. 265 a 274 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
24.Ir para cima ↑ págs. 219 a 224 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
25.Ir para cima ↑ pág. 127 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
26.Ir para cima ↑ Íntegra da carta de Amaury Ribeiro Júnior a jornalistas de 26 de outubro de 2010.
27.Ir para cima ↑ na pág. 25: (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
28.Ir para cima ↑ [5]
29.Ir para cima ↑ [6]
30.Ir para cima ↑ na pág 24: (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
31.Ir para cima ↑ Guerra Aécio/Serra abriu a caixa preta da "privataria" publicado no dia 9 de dezembro de 2011 pelo jornal Brasil 247[7]
32.Ir para cima ↑ A Privataria Tucana cai na Internet. Portal Vermelho (13 de dezembro de 2011). Página visitada em 14/12/2011.
33.Ir para cima ↑ Com {{subst:Número2palavra2|80}} mil cópias, 2ª edição de Privataria Tucana chega na sexta às livrarias por Conceição Lemes publicado no dia 14 de dezembro de 2011 [8]
34.Ir para cima ↑ Livro usa papéis da CPI do Banestado contra tucanos - Em 'A Privataria Tucana', Amaury Ribeiro, indiciado pela PF, mostra documento inédito sobre suposta evasão de divisas Artigo por DANIEL BRAMATTI publicado no dia 16 de dezembro de 2011 - O Estado de S.Paulo [9]
35.↑ Ir para: a b Revista Carta Capital, nº. 677, , Ano XVII, 21 de dezembro de 2011, Editora Confiança, São Paulo. P. 28
36.Ir para cima ↑ Marcos Guterman. "A Privataria Tucana": não existe mais bobo no marketing. O Estado de S. Paulo.
37.Ir para cima ↑ Suzana Singer, publicado em 18/12/11 na Folha de S. Paulo e reproduzido na edição 673 do Observatório da Imprensa[10]
38.Ir para cima ↑ [11]
39.Ir para cima ↑ [12]
40.Ir para cima ↑ Midia não sabe o que fazer com "privataria" artigo publicado pelo JORNAL JÁ de Porto Alegre, no dia 13/12/11 [13]
41.Ir para cima ↑ Serra diz que livro é 'coleção de calúnias'; outros não comentam. artigo sem assinatura publicado no dia 15/12/2011 - [14]
42.Ir para cima ↑ Matéria Folha de São Paulo, seção Poder, caderno A, pág. 11, publicada em 15 de dezembro de 2011: "Jornalista acusa tucanos de receber propina", que dá notícias sobre a repercussão do livro.
43.Ir para cima ↑ "A reportagem investigativa da década" [15]
44.Ir para cima ↑ "Emediato: Esgotada primeira edição de Privataria Tucana" [16]
45.Ir para cima ↑ "Livro sobre privataria tucana está esgotado" [17]
46.Ir para cima ↑ "Privataria tucana cancela lançamento do livro de memórias de FHC" [18]
47.Ir para cima ↑ [19]
48.Ir para cima ↑ "Lista de mais vendidos de 2011 | Em aberto" consultado em 12/12/2011 [20]
49.Ir para cima ↑ Privataria Tucana e o silêncio da mídia Publicado em 21/12/2011 por Anselmo Massad, Rede Brasil Atual [21]
50.Ir para cima ↑ [22]
51.Ir para cima ↑ Veja vai e volta, publica e despublica Privataria . artigo publicado em 23 de Dezembro de 2011 por PortoGente [23]
52.Ir para cima ↑ "A Privataria Tucana" entra na lista dos mais vendidos até da VejaArtigo publicado em 28/12/2011 pela Redação da Rede Brasil Atual[24]
53.Ir para cima ↑ Arquivo da Agência O Globo [25]
54.Ir para cima ↑ "Querem impor a mordaça", Marco Antonio Villa, o Globo [26]
55.Ir para cima ↑ A importância do capítulo 16 - Por Fábio de Oliveira Ribeiro publicado no JORNAL DE DEBATES na edição 675 do Observatório da Imprensa no dia 3/1/12 [27]
56.Ir para cima ↑ 120 mil exemplares: 'A privataria tucana' chega ao topo dos mais vendidos" [28]
57.Ir para cima ↑ CPI da Privataria ganha apoio de movimentos sociais no Rio publicado pelo Correio do Brasil - Número 4403
58.Ir para cima ↑ CPI da Privataria ganha apoio de movimentos sociais no Rio Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual - Publicado em 19/01/2012 - [29]
59.Ir para cima ↑ Autor do polêmico "A Privataria Tucana" lança o best seller em Curitiba por Luiz Fernando Cardoso no OdiarioPontoCom no dia 18 de janeiro de 2012 [30]
60.Ir para cima ↑ "A privataria tucana" no Paraná publicado pelo Correio do Brasil - Número 4403 [31][fonte fiável?]
61.Ir para cima ↑ CPI: "Assinaturas foram recolhidas em quatro dias Por Sérgio Lagranha no Jornal Já de Porto Alegre [32]
62.Ir para cima ↑ Para intelectuais, neoliberalismo sobrevive por Alexandre Leboutte para o FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO Notícia da edição impressa do Jornal do Comercio de 26/01/2012 [33]
63.Ir para cima ↑ Um peso e várias medidas Por Francisco Fernandes Ladeira em 31/01/2012 na edição 679 [34]
64.Ir para cima ↑ A Privataria Tucana será tema de audiência pública em Salvador [35]
65.Ir para cima ↑ Privataria Tucana tem debate em Salvador [36]
66.Ir para cima ↑ "A Privataria Tucana” será tema de audiência pública em Salvador Site oficial da licença do PT option=com_content&view=article&id=10454:a-privataria-tucana-sera-tema-de-audiencia-publica-em-salvador&catid=1:latest-news&Itemid=108
67.Ir para cima ↑ "A Privataria Tucana" será tema de audiência pública em Salvador [37]
68.Ir para cima ↑ Autor de “A Privataria Tucana” vem a Salvador e provoca tensão política [38]
69.Ir para cima ↑ Correio do Brasil (24 de outubro de 2012). ‘A Privataria Tucana’ está na final do prêmio Jabuti. Página visitada em 8 de novembro de 2012.
70.Ir para cima ↑ Estadão (20 de setembro de 2012). Prêmio Jabuti divulga finalistas. Página visitada em 8 de novembro de 2012.
71.Ir para cima ↑ Prêmio Jabuti. Confira a Classificação Final do Prêmio Jabuti 2012. Página visitada em 8 de novembro de 2012.
72.Ir para cima ↑ Rede Brasil Atual (28 de março de 2013). Serra ganha indenização de R$ 1 mil por 'Privataria Tucana'. Página visitada em 31 de março de 2013.
73.Ir para cima ↑ Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Consulta de Processos do 1ºGrau. Página visitada em 31 de março de 2013.
74.Ir para cima ↑ Folha de São Paulo (28 de março de 2013). Serra recebe indenização por "oportunismo eleitoral" do livro "A Privataria Tucana". Página visitada em 31 de março de 2013.
75.Ir para cima ↑ "Privataria tucana": deputados pedem CPI e audiência pública na Câmara. artigo publicado no dia 13/12/11 pelo jornal [39]
76.Ir para cima ↑ Tucano defende CPI da Privataria: "É nosso dever investigar" artigo de Jorge Lourenço do Jornal do Brasil publicado no dia 15/12/11 [40]
77.Ir para cima ↑ Dilma diz que não leu A Privataria Tucana: "CPI se faz em caso extremo" Artigo publicado no jornalSul21 [41]
78.Ir para cima ↑ Livro ameaça reabrir CPI inconclusa Por Cristine Prestes publicado no JORNAL DE DEBATES na edição 675 do Observatório da Imprensa no dia 3/1/12 [42]
79.Ir para cima ↑ Bastidores da República Publicado em 23 de dezembro de 2011 pela A TRIBUNA (Mato Grosso) [43]
80.Ir para cima ↑ Por Brasil de Fato, em seu editorial do dia 21/12/11
81.Ir para cima ↑ Raoni Scandiuzzi (10 de janeiro de 2012). Título não preenchido, favor adicionar. Rede Brasil Atual. Página visitada em 17 de janeiro de 2012.
82.Ir para cima ↑ "Serra fala que não leu A Privataria Tucana, mas diz que livro é "lixo" http://videos.r7.com/serra-fala-que-nao-leu-a-privataria-tucana-mas-diz-que-livro-e-lixo-/idmedia/4ee7e5143d14e83369a64d2c.html
83.Ir para cima ↑ Serra chama de 'lixo' livro sobre privatizações‎ artigo publicado no dia 13 de dezembro de 2011 no Jornal "Diário do Grande ABC" [44]
84.Ir para cima ↑ Em nota, FHC apoia Serra contra livro: "É infâmia" Publicado no Jornal do Brasil, dia 15/12/11 [45]
85.Ir para cima ↑ Para PSDB, PT está por trás de livro que denuncia fraudes nas privatizações, estadão.com.br. 15 dez. 2011
86.Ir para cima ↑ Nota oficial - PSDB. 15 dez. 2011.
87.Ir para cima ↑ Em nota, filha de Serra rebate acusações de livro sobre privatizações. Folha de São Paulo (27 de dezembro de 2011). Página visitada em 17 de janeiro de 2012.
88.Ir para cima ↑ Eleonora de Lucena; Paula Cesarino Costa (30 de dezembro de 2011). 'Discurso contra privatização tucana é bobagem', diz Cabral. Folha de São Paulo. Página visitada em 17 de janeiro de 2012.
89.Ir para cima ↑ A Privataria Tucana é um jogo publicitário. Publicado em 3 de Janeiro de 2012 pelo PortoGente [46]
90.Ir para cima ↑ Agência PSDB[47]

Ver também[editar código-fonte]
Privatização no Brasil

Ligações externas[editar código-fonte]
Geração Editorial
RIBEIRO Jr., Amaury. 2011. Capítulo 8 O primo mais esperto de José Serra In "A Privataria Tucana"
RIBEIRO Jr., Amaury. 2011. Capítulo 11 "Doutor Escuta", O araponga de Serra In "A Privataria Tucana"
Entrevista do jornalista Amaury Ribeiro Júnior no Jornal Record News, em 12/12/2011às 22h14 "Livro revela esquema de propina nas privatizações do governo FHC"
Reproduzido do Blog da Cidadania, por Eduardo Guimarães
Amaury Ribeiro Júnior, autor de "A Privataria Tucana" em entrevista para Gazeta Online
adepadua
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Idade : 67
Localização : Minas Geriais

Amigos leiam com atenção

em Qui Fev 27, 2014 8:13 am
Amigos, lembram do slogan do PT "o petróleo é nosso " e agora fazem leilão com os campos da Petrobrás? Lembram das críticas às privatizações do FHC, onde o Brasil avançou muito, inclusive muito criticado pelo livro "privataria tucana" e agora o PT privatiza rodovias, aeroportos, campos de petróleio etc, etc, só que mudaram o nome para concessões. É o PT bebendo do próprio veneno.
umamart
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Idade : 44
Localização : Brasil

Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 1:26 pm
Mywell,

Não há necessidade de poluir as páginas do fórum, os links já são suficientes.
Também não sou eu que divido o mundo em direita e esquerda, ainda assim existem os inflamados manifestantes socialistas com um sonho infantil de transformar o mundo pela imposição do estado.
Também não sou eu que lhe chamo de comunista, no entanto, as informações que você cita são todas escritas por comunistas:

"http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=631"
Esse texto é de autoria do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ, cujo site outrobrasil.net possui um baner vermelho com uma estrela e é recheado de artigos com ideologias socialistas.

" http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=52&Itemid=112"
O "correio da cidadania" é dirigido pelo Plínio de Arruda Sampaio, conhecido defensor das ideologias de esquerda, um dos fundadores do PT onde permanceu por 25 anos.

" http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Privataria_Tucana"
O wikipedia é uma enciclopedia aberta e participativa onde qualquer um pode criar e editar artigos. No caso esse artigo trata sobre o livro "A privataria tucana", escrito por Amaury Ribeiro Jr.
Se procurar no próprio Wikipedia, no artigo do Sr. Amaury, vai encontrar:
"Em 2010, o jornalista foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e por dar ou oferecer dinheiro ou vantagem à testemunha."
Ou em matéria da VEJA: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/amaury-ribeiro-junior/
"O jornalista, que foi despedido de jornais pelos métodos nada éticos que empregava, conhecido como quem não apurava notícias (antes preferia criá-las, mesmo que fantasiosas), que era amigo da pior escória de Brasília (os arapongas de aluguel), que tentou vender o dossiê tão sólido como um castelo de areia e buscou uma editora para publicação só conseguindo após a quinta tentativa, é o heroi dos lulopetistas."

Outro link. Do Globo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/12/18/a-ficcao-do-amaury-422218.asp
"O livro “Privataria tucana”, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral"

Enfim, toda história tem 2 lados, Ok? Você cita propaganda política como se fossem fatos. Votou no Paulo Maluf, sem arrependimento, e diz que votaria no PT de novo... os crápulas agradecem.. e viva a democracia! Só que não.
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Gpslivre
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 3:11 pm
Mywell


Vc tem todo o direito de expor as suas ideias e defesas, embora sejam elas as vezes confusas ou em defesa da 'esquerda' dominante e incapaz atual, disfarçadamente.


Mas, por favor, use o recurso do SPOILER disponivel ao postar textos longos copy/paste, ou indique os links dos mesmos fazendo os seus comentarios somente.



Abs.


Última edição por Gpslivre em Qui Fev 27, 2014 3:49 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 3:27 pm
Mywell
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Ah, as fontes não são confiáveis porque são comunistas?

em Qui Fev 27, 2014 3:51 pm
Umamart, eu tenho o livro "A Privataria Tucana". Não existe ao longo do livro uma única afirmação feita pelo autor que não esteja fartamente respaldada com documentos públicos, que aliás ele anexa, facilmente encontráveis nos cartórios que ele menciona.

Você simplesmente descarta QUALQUER informação que questione sua ingênua crença no porco do FHC ao pretexto simplista do comunismo, sem nem de longe cogitar a hipótese de que a informação possa ser verdadeira. Se foi o Plínio de Arruda Sampaio quem falou, então nem me interessa saber o que disse, porque ele é comunista. Sim, o mesmo com o tal Laboratório não-sei-o-que da UERJ. Só interessa quem diz, não o que diz. Se for comunista, mesmo que só potencialmente, nem quero saber o que disse.

Eu nem sabia que as fontes eram estas. Se eu fosse comunista eu assumia, não tenho medo disso não. Poluí o blog transcrevendo os links para ver se pelo menos você os lia, coisa que você terminantemente se recusa, talvez por uma questão de "integridade ideológica". Ler estas coisas pode contaminar e ameaçar o intelecto seu tão decantado por outros seus iguais aqui no blog.

Mas você me convenceu, vou desistir de você. Pior cego, surdo-mudo e burro é aquele que quer ser e se recusa terminantemente a qualquer dispositivo em contrário. Com estes não há diálogo.

FHC destruiu comercialmente nossa matriz de geração de energia elétrica, sob orientação do FMI & Banco Mundial. Estes não são brasileiros, ditaram o jogo com as regras que lhes convinham, não se podia esperar deles nada de melhor. Nossa conta de luz ainda está barata. Quando as sementes plantadas pelo canalha do FHC crescerem mais e então começarem de fato a dar os seus frutos, aí a culpa será de quem for governo na época. Já dizia Fernando Collor (de "direita"? Ou de "esquerda"? Comunista?): "o Tempo é o senhor da Verdade." Sim, só que até que se chegue a tanto, já morreram todos os seus discípulos.
umamart
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 4:15 pm
Mywell,

Não é o fato dos autores serem socialistas que não os faz confiáveis. Não são confiáveis porquê são tendenciosas. Distorcem, manipulam e sofismam para tentar convencer o leitor de suas ideologias. Isso é propaganda e não valem como fatos. Eu li o suficiente.

Se você não sabia quais eram as fontes, pena, pois é recomendável saber de quem são as idéias que você assume como verdades.

Quanto ao privataria tucana, o autor é corrupto, imoral e sem-caráter, então que moral tem o sujeito pra fazer qualquer denúncia contra quem quer que seja? É tão sem nexo essas denúncias que nunca ninguém abriu nenhuma investigação séria sobre o assunto. Nenhuma ação.

Grande sábio o Fernando Collor! (NÃO) Junto com Paulo Maluf e Lula o que é que sai daí? Meu Deus!
Esses daí não são esquerda nem direita, isso aí é cada um por si. É do lado que mais lhes parece vantajoso.

Acabou o diálogo porquê sou cego, surdo e mudo ou porquê acabaram-se os argumentos? Restaram somente ofensas?
Mywell
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Ideias confusas?

em Qui Fev 27, 2014 4:22 pm
Minhas ideias são confusas, GPSlivre? Mencione o que você ainda não entendeu, para que eu explique melhor.

Se ainda não ficou suficientemente claro para você, desde que comecei a escrever aqui, em um blog que justificadamente se ressente da desgraça que é o atual governo petista, ressentimento este do qual compartilho integralmente, tenho tentado alertar que a desgraça deixada pelo neoliberalismo de FHC e seu PSDB foi INFINITAMENTE MAIOR, que FHC é um CRÁPULA TRAIDOR ENTREGUISTA cujo lugar deveria ser o paredão de fuzilamento. enquanto que Lula é um simples punguista comparado a FHC, a pena de prisão perpétua já lhe seria suficiente. Além do quê, FHC roubava em favor de estrangeiros, enquanto Lula rouba em favor de brasileiros. Mas o PT é um mal vigente, enquanto que o PSDB faz 12 anos de oposição, e o povo tem memória curta. Precisamos achar uma saída do PT sem voltar para o PSDB.

Isso é, em essência, o meu discurso. Muito confuso?

Você está certo quanto aos textos longos, grato por os ter colocado no spoiler, eu nem sabia deste recurso. Foi um último esforço por mim feito, lamentavelmente em vão, para que Umamart os lesse. Perdão. Não vou voltar a repetir.
umamart
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 4:45 pm
O seu discurso está claro Mywell, o que é confuso são seus argumentos.
Você diz que o Lula é um batedor de carteira comparado ao FHC, mas curioso que o FHC nunca enriqueceu desproporcionalmente ao que se espera de um ex-presidente da república. Mas o que dizer de Lula e seus filhos milionários?

http://veja.abril.com.br/130705/p_064.html
http://www1.folha.uol.com.br/poder/851691-filhos-de-lula-sao-socios-em-2-holdings.shtml
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Coiotte
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 5:12 pm
Mywell e unamart

Optei por não votar em candidatos do PT e nem do PSDB.

Coiotte


Última edição por Coiotte em Qua Abr 02, 2014 1:08 pm, editado 2 vez(es)
umamart
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 5:16 pm
Bom Coiotte,

Depois do seu comentário, pelo menos agora já sabemos quem está realmente falando abobrinhas...

Abs
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nelsonriggs
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 5:58 pm
Senhores corsários pertencentes a este forum de pirataria devassa, não adiantará nada seus orgulhosos votos:

http://folhacentrosul.com.br/comunidade/3169/hacker-de-19-anos-mostrou-como-fez-para-fraudar-eleicoes-no-rio-de-janeiro

Agora me digam mais uma novidade ???!
Mywell
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Ironia.

em Qui Fev 27, 2014 6:01 pm
Umamart, mencionei Fernando Collor a título de IRONIA. Trata-se de um político que eu detesto, cujo chavão por ele próprio utilizado, que nem é de sua autoria, bem caracterizou a sua trajetória pela presidência.

Mas de Paulo Maluf saiu MUITA coisa. Se bobear meia São Paulo, em obras e benesses de máxima importância, que hoje São Paulo não mais vive sem, inclusive cerca de 20 hidroelétricas mais a Eletropaulo, todas construídas com verba pública e todas DOADAS por FHC a pretexto de "desestatizar". Aqui na minha casa FHC nunca esteve me oferecendo dinheiro para adquirir uma empresa estatal que pagaria o empréstimo de sua aquisição com no máximo seis meses de faturamento. Se tivesse vindo, claro que eu aceitaria com as duas mãos. Mas eu não sei falar inglês, meu inglês é miserável, aprendido somente em escolas.

Umamart, caso você não esteja informado, saiba que NENHUM plano econômico resolve DE SI, sem nenhuma outra providência, o problema da inflação. A inflação tem causas que, se não forem resolvidas, nada adianta, o efeito não cessa. Aqui neste país a causa técnica básica da inflação é o déficit público, que é o quanto o governo gasta mais do que arrecada, que o obriga a fechar suas contas imprimindo papel moeda sem lastro, expandindo a base monetária sem correspondente crescimento do PIB. Aqui neste país EM NENHUMA HIPÓTESE ou CIRCUNSTÂNCIA JAMAIS sequer SE COGITOU a hipótese de GASTAR MENOS, mas tão somente a de ARRECADAR MAIS. Este foi o verdadeiro mérito do Plano Real: um aumento brutal de arrecadação, também e inclusive por refinamento dos instrumentos de combate à sonegação. Hoje este artifício está no seu limiar, inclusive por inchaço da máquina administrativa, obra & arte petista, e já estamos arrecadando 40% do PIB. Qualquer tentativa de aumentar esta margem vai ser inútil, só vai aumentar a informalidade, possivelmente até com prejuízo no somatório final.

FHC não ficou aparentemente rico como Lula porque roubou em favor de predadores de fora do país. O que roubou não ficou no Brasil.
Mywell
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Impostos dirigidos?

em Qui Fev 27, 2014 6:15 pm
Umamart, interessante quando você me explicou como é utilizado o dinheiro arrecadado no pedágio: para construir novas estradas, para pagar custos de manutenção, bla, bla, bla. Sinto uma sensação de sinistra e amarga comicidade quando o governo declara que vai utilizar o dinheiro arrecadado aqui ou acolá. Lembra-me a CPMF, que era para a Saúde, lembra disso? Só que até chegar onde deve, é necessário pagar o desvio, a corrupção e a propina, gastos SEMPRE muito mais prioritários. Hoje a propina já é margem necessariamente inclusa em qualquer licitação promovida pelo Poder Público. Sem ela não existe vontade política, fator fundamental para que efetivamente se faça alguma coisa.

Eu gostaria de saber que parcela do imposto que pago é destinada a molhar a mão de vagabundos. Que tal se o governo instituísse o imposto propina e nos obrigasse a pagar? "Esta arrecadação será destinada ao pagamento de propinas..."
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Kadao107
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 6:40 pm
união faz a força...

    MILITARES INICIAM CAMPANHA NACIONAL
     
    NA NOITE DE 31 DE MARÇO DE 2014, ÀS 20 hs, VISTA UMA CAMISA VERDE OU AMARELA, OU AZUL, OU BRANCA, AS CORES DE NOSSA BANDEIRA E SOLTE ROJÕES DE SUA RESIDÊNCIA. VAMOS OUVIR O ECO DESSA MANIFESTAÇÃO PACÍFICA.
    REPASSEM !!!!
   Vamos todos entrar nesta campanha? Que tal nos livrarmos dos desmandos da petralhada que se instalou no poder?
    CMRJ - 63 MILITARES INICIAM CAMPANHA NACIONAL PELO VOTO ANTI PT.
   
    REPASSANDO COMO FOI RECEBIDO.....
   EM 64,  FORAM DERROTADOS PELAS ARMAS, EM 2014 O SERÃO PELO VOTO !!!!
   Encaminho visando fazer chegar a campanha a grupos, a associações, a escolas, aos clubes, círculos militares, aos condomínios, a paróquias, a centros acadêmicos, universidades e aos aposentados.
   Visando ainda à formação de grupos de pessoas amigas capazes de acompanhar e estimular a mobilização nacional pelo voto anti PT.
   REPASSEM PARA O BEM DO
   BRASIL
    OS MILITARES,  PARTE DA IGREJA CATÓLICA, EVANGÉLICOS, MAÇONARIA E APOSENTADOS  ESTÃO  CHEGANDO!!!!
   VAMOS ÀS RUAS CONTRA O  COMUNISMO!!!!
   ATENÇÃO  CLUBE MILITAR  DO  RIO!
   ATENÇÃO MARINHA DO BRASIL!!
   ATENÇÃO  CÍRCULOS  MILITARES  DO  SUDESTE.
   ATENÇÃO EXÉRCITO  DO NORDESTE.
   MILITARES INICIAM CAMPANHA
   NACIONAL PELO VOTO ANTI  PT
   
   1-ROGO AOS AMIGOS MILITARES E AMIGOS CIVIS QUE TAMBÉM ESTÃO REVOLTADOS COM OS DESMANDOS, AS ROUBALHEIRAS, COM OS ESCÂNDALOS E "MARACUTAIAS" QUE O PT E PETRALHADA  DESDE A POSSE DO "BÊBADO HORRORIS CAUSA"NA PRESIDÊNCIA VÊM NOS BRINDANDO, QUE REPASSEM PARA OS COLEGAS MILITARES, AMIGOS E PARENTES CIVIS, DE MODO A QUE POSSAMOS FORMAR UMA CORRENTE DE PESSOAS DIGNAS E CORRETAS PARA FAZER FRENTE AO DOMÍNIO PETISTA.
   2 -ESSA CORRENTE TEM QUE TENTAR, DE QUALQUER FORMA, ALCANÇAR AS PESSOAS DE BEM QUE NÃO TÊM ACESSO ÀS INFORMAÇÕES CORRETAS E VERDADEIRAS DAS BANDALHEIRAS QUE SÃO TRAIÇOEIRAMENTE ENCOBERTAS PELOS FAVORES DAS BOLSAS, DAS COTAS, DO EMPREGUISMO E DE AÇÕES POPULISTAS DE TODA ORDEM.
    ESTA É A MAIOR BATALHA SEM O USO DE NENHUM ARTEFATO BÉLICO, NÃO SÓ NÓS MILITARES, MAS  POR TODOS BRASILEIROS INSATISFEITOS COM AS MENTIRAS DESLAVADAS.
   VAMOS USAR APENAS UM TIPO DE ARMA QUE CAUSARÁ EM TODOS OS ENGANADORES DO BRASIL FERIMENTOS MORTAIS; ESTA ARMA, A MAIS  SIMPLES DE TODAS: O NOSSO VOTO.
   
   V A M O S  À  L U T A  B R A S I L
   MILITARES E BRASILEIROS DE VERDADE INICIAM CAMPANHA NACIONAL ANTI PT
   "Pensávamos que seria um governo de um homem do povo para o povo, mas tudo indica que se transformou no governo dos escândalos e favorecimentos ilícitos"- disse um dos  militares.
    Os militares das  Forças Armadas somam mais de 600.000 entre os que estão em atividade e os da reserva. Somados com seus dependentes e círculos de influência esse quantitativo pode passar de 5 milhões de pessoas. Um número que definitivamente pode mudar os rumos de qualquer  eleição.
   Militares  estaduais também estão insatisfeitos com o governo federal, que não  facilitou para que as negociações sobre a PEC 300 prosseguissem. Na passeata em Copacabana verificou-se a presença de lideranças dos policiais e bombeiros do Rio de Janeiro, e isso acena para uma possível união de militares federais e estaduais. Se isso se  concretizar e chegar às urnas certamente será um problema a mais para os políticos vermelhos.
   Os  militares das Forças Armadas, comumente, são homens de conduta ilibada e bem relacionados..
   Formadores de opinião. É frequente serem preferidos para  assumir cargos de síndico em seus edifícios, diáconos em igrejas católicas e evangélicas, pastores e líderes comunitários.Homens preparados e competentes como líderes  e aptos para discursar diante de pequenos e médios grupos, eles representam realmente um perigo em potencial para o  partido da situação, se resolverem usar sua influência para um objetivo comum.
   Pesquisas  demonstram que as Forças Armadas são as instituições com maior  credibilidade no Brasil, o que confirma que os militares brasileiros gozam de excelente reputação junto à sociedade.
    Nos últimos meses há freqüente divergência entre militares das Forças Armadas e o governo. Manifestos Interclubes, abaixo-assinados dos oficiais e marcha virtual, são  exemplos de grandes questões surgidas ainda este ano. Essa aparente queda de braço com os militares pode causar bastante prejuízo nas  pretensões dos políticos que estão "confortáveis", já a curtíssimo prazo ..          
   Somos mais de 30 milhões de aposentados em todo país; podemos mudar o rumo das eleições!
   Todos têm que votar e não ficar em casa concordando com essa política de miséria!
   Os médicos brasileiros já começaram essa campanha, vamos à luta!
    Talvez assim, consigamos começar a melhorar este  país!.
   PRECISAMOS MOSTRAR QUE TEMOS FORÇA, NÃO  ESTAMOS MORTOS E ELES PASSARÃO A SE ACAUTELAR E NOS ENXERGAR COM O JUSTO RESPEITO E DIGNIDADE.  ESSA É A MELHOR FORMA... VAMOS NOS UNIR!
   NÃO SE ACOVARDEM!          
     VOTEM EM QUEM QUISER, EXCETO  APENAS QUE NÃO SEJA ALGUEM DO PT OU DE SEUS ALIADOS.
   POR AMOR AO PAÍS, VAMOS  IMPACTAR O COMODISMO QUE DOMINA O GOVERNO FEDERAL E MOSTRAR QUE TEMOS - JUNTO COM O POVO QUE É SOBERANO -
   A MAIOR FORÇA, DA  INTERNET
   E DO  PODER DO  VOTO..
   Já passou da hora de virar a mesa!
   Repasse para seus amigos:

   "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." (Albert Einstein)
 
   "Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa.
E por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso".

   VIVA O BRASIL SEM PT, PC do B, PSTU, PSOL E SEUS ALIADOS
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 8:56 pm
Mywell


Ao contrario do que vc pensa ou conhece, eu vivi este periodo da historia do Brasil.
Vivi os outros passados tbm. Conheço pessoalmente o ex presidente Lula e seus 'mentores/assessores' desde o inicio e Sindicato em SBC.
Nao o acho e nunca o achei capacitado para 'gerir' o nosso Pais e/ou qualquer outra coisa.

Isto posto, gostaria de lembrar a vc que este Topico nao se propos desde o inicio a tentar 'revolver' e culpar outros Governantes do PASSADO.
As suas insinuaçoes e provocaçoes culpando outros Governos em defesa destes bandidos que se apossaram do Brasil nao convencem. Eles tiveram mais de 10 anos para consertar o errado e nao o fizeram, muito pelo contrario, conseguiram piorar o ja ruim, enriquecendo as custas do nosso sempre sofrido povo. Friboi e uma ponta do 'iceberg'. Dizer que esta ruim mas ja foi pior e 'falacia' e cortina de fumaça.

A intençao inicial e ainda de foco do Topico e MOSTRAR E DIVULGAR os desmandos e CRIMES DO ATUAL GOVERNO que ja tem a sua 'cupula' presa!

Divagaçoes, defesas camufladas da corja atual tentando 'mostrar' erros do passado, provocaçoes a outros Membros, discussoes acirradas para desviar a atençao do FOCO DESTE TOPICO nao sao bem vindas.

Aqui nao ha partidos ou 'ideologias' politicas, ha somente constatatçoes e denuncias sobre A SITUAÇAO E GOVERNO ATUAL.

Espero ter esclarecido o Foco deste Topico e ate onde ira a 'tolerancia' das postagens.

Te peço que se contenha e siga o Foco do Topico, respeitando os outros Membros, suas opinioes e denuncias SOBRE O ATUAL GOVERNO.


Última edição por Gpslivre em Qui Fev 27, 2014 9:58 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 9:41 pm
.


Optei por não votar em candidatos do PT e nem do PSDB.

Coiotte


Última edição por Coiotte em Qua Abr 02, 2014 1:07 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 10:01 pm


José Dirceu pode deixar a prisão dentro de um ano
Delúbio, por sua vez, deverá ir para casa até o Natal
Mensaleiros foram beneficiados pela absolvição do crime de formação de quadrilha
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CAROLINA BRÍGIDO E ANDRÉ DE SOUZA (EMAIL · FACEBOOK · TWITTER)
Publicado: 27/02/14 - 20h45  Atualizado: 27/02/14 - 21h09

O ex-ministro José Dirceu
Foto: Michel Filho / Arquivo O Globo
O ex-ministro José Dirceu Michel Filho / Arquivo O Globo
BRASÍLIA - Com o resultado da votação desta quinta-feira no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), absolvendo oito réus do crime de formação de quadrilha, pelo menos cinco dos condenados já poderão voltar para casa este ano. Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, ganhará esse direito no Natal, quando passa a ter direito à progressão do regime semiaberto de prisão para o aberto. O ex-presidente do PT José Genoino, ainda provisoriamente em prisão domiciliar em função de sua saúde, poderá garantir o benefício definitivamente no dia 24 de agosto deste ano. Já o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu poderá dormir com a família dentro de um ano, a partir de 10 de março de 2015, seis dias antes de seu 69º aniversário.  affraid 
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

em Qui Fev 27, 2014 11:34 pm
A melhor proposta para redução de idade para crimes que esses menores praticam deveria de ser a partir de 12 anos de idade e para decidir isto seria muito melhor fazer um peblicito nacional deixar que o povo decida através de votação.
Quanto aos bandidos Dirceu e companhia quando saírem devem de serem mortos é simples e eficaz .
Aguem acha que estou errado?
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Re: Amigos leia com atenção!!!!

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